domingo, 17 de novembro de 2013

As estradas também podiam ser assim!

Fechadas nos seus automóveis, as pessoas tendem a alterar o seu comportamento, tornando-se mais agressivas e mais egoístas. Mas não tem que ser assim! Apesar do stress induzido pelo trânsito, podemos fazer prevalecer a nossa humanidade. Este filme é disso um bom exemplo. São gestos simples, bonitos mas infelizmente tão raros. Para ver, e meditar:


sábado, 16 de novembro de 2013

Uma grande aventura!

O melhor passeio do mundo não é necessariamente aquele que nos leva aos locais mais remotos, aos trilhos mais alucinantes ou até à paisagem mais arrebatadora. Pode até nem ser preciso pedalar dias a fio, nem fazer muitos km´s. Com a companhia certa, um pequeno passeio pode tornar-se numa grande e inesquecível aventura! Hoje foi assim! :)


video

O pequeno ciclista é o Guilherme, o meu filhote, que tem agora 4 anos e meio. Ele é que insistiu para eu levar também a minha bicicleta. "Assim é mais giro papá!". E tinha razão! Foi delicioso! :)

domingo, 10 de novembro de 2013

Pequenas modificações na Quipplan

Fiz algumas modificações na Quipplan. Coisas simples mas que se revelam uteís e capazes de tornar a utilização da bicla mais agradável. Deixo aqui uma descrição para o caso de interessar a outros utilizadores. As modificações foram as seguintes:

1 - A utilização de um velcro para manter a bicicleta dobrada, revelou-se desde cedo um sistema pouco prático e nada eficaz. Resolvi por isso instalar o sistema de íman da Dahon, aproveitando esses encaixes que já tinha usado na minha antiga bicicleta dobrável (uma B´twin Hopton 5). Como a Quipplan não tem as furações para esses elementos de encaixe, usei os apoios do guarda-lamas e umas pequenas extensões metálicas, que depois de limadas para ficarem com o diâmetro certo, permitem colocar cada uma das duas peças no local exacto. Uma transformação simples que torna o processo de dobrar/desdobrar mais rápido, e mais eficaz.
E porque uma imagem pode ser mais esclarecedora que muitas palavras, aqui ficam as fotos:


Com a bicicleta assim dobrada consigo empurra-la como se fosse um carrinho, inclinando-a um pouco e empurrando-a pelo selim (que mantenho um pouco mais alto). Quando usava o sistema antigo, ao aplicar o velcro nas rodas não conseguia depois empurra-la desta forma e para aplicar o velcro noutras partes (no garfo por exemplo), como podem ver pela imagem não havia muito espaço e tornava-se complicado garantir que ele ficava com a tensão suficiente para a bicicleta não abrir sozinha.



2 - Após os primeiros km´s nesta bicicleta comecei a ter algumas dores na região lombar, devido à posição de condução. Este desconforto pode não surgir noutros utilizadores dado que depende da altura de cada um e da sua flexibilidade.
O problema foi resolvido trocando a coluna de direcção original por outra maior (ajustável).
Esta modificação aumentou muito o conforto da bicicleta e não voltei a ter as mesmas dores.
Conduzir com um guiador mais alto transmite logo uma sensação de maior descontracção, causando em contrapartida alguma perda na rentabilidade da pedalada. Se me apetecer rolar mais rápido, numa posição mais aerodinâmica, posso muito facilmente baixar um pouco a direcção.
Infelizmente, o guiador telescópico não tem avanço, o que reduz um pouco a estabilidade da direcção. Mas isso facilmente fica esquecido depois de alguns km´s de habituação. Se pedalar em pé, de forma mais vigorosa, sinto também um pouco de flexão na coluna de direcção, o que não acontecia com a de origem. Mas na condução habitual que faço nesta bicicleta não chego a sentir essa perda de rigidez, por isso esta modificação valeu muito a pena!


3 - Instalei uns extensor de guiador que acho muito ergonómicos e uns pedais de plataforma  que apesar de não serem dobráveis são mais aderentes que os originais.

4 - Coloquei também uma luz extra à frente e atrás, daquelas de leds, porque as luzes de origem, embora eficazes dependem da bateria que também alimenta o motor e não é bom ficar a meio do trajecto sem luzes... Estas luzes não servem para iluminar o caminho, mas pelo menos ajudam a tornar-me visível caso fique sem bateria.  Juntei um kit de ferramentas com câmara de ar, desmontas, chaves várias et voilá. Está pronta!


Um dia destes vou também fazer uns extensores para o guarda-lamas. Sem eles, a protecção que oferecem não é completa. Qualquer coisa como isto:

Fotos emprestadas daqui


Qualquer duvida sobre estas pequenas modificações, perguntem! 

domingo, 3 de novembro de 2013

Festa da Bicicleta

Hoje foi o dia da Festa da Bicicleta, uma iniciativa do Movimento de Transição de Linda-a-Velha.


Dificilmente poderíamos imaginar que ali, num espaço outrora cinzento e semi-abandonado, iria florescer um jardim de ervas aromáticas, uma ciclo-oficina comunitária e até uma deliciosa "casa da árvore" para os mais pequenos brincarem. Mas este espaço encantador é apenas um pequeno reflexo do excelente trabalho que esta comunidade vem fazendo! Para saberem mais, cliquem aqui.

A construção de uma sociedade mais feliz, sustentável e resiliente é um dos objectivos dos movimentos de transição. Sendo a bicicleta um veículo perfeitamente enquadrado nesse espírito, não espanta que a mesma assuma um papel muito presente nestas iniciativas.

Nesta "Festa da Bicicleta" conheci um casal que estava a fazer a manutenção das suas biclas que estão a usar numa viagem à volta do mundo. Saíram da Suíça, há cerca de 2 anos, e pedalaram para leste, passando pela Roménia, Bulgária, Grécia, Turquia, Irão, Índia, E.U.A., Canadá... Inspirador...

Estava lá também um amolador, com a sua bicicleta, que também despertou o meu interesse. É bom saber que este oficio ainda não morreu!



O ponto alto, foi o espectáculo Kamishibai, uma forma de narração oral, originária do Japão, aqui apresentada por dois palhaços ingleses, que se deslocam numa bicicleta long-tail, que para além de ser o palco para a apresentação dos seus contos, também se transforma num sistema de som com energia eléctrica gerada a pedais. Nice! :)



A alegria dos palhaços foi contagiante. Adorei a forma criativa como usavam pequenos objectos e desenhos para conduzir a nossa imaginação. Um exemplo muito giro foi o momento da história em que, para simularem que estavam a soldar uma pequena bicicleta partida, usaram como ferro de soldar um daqueles pauzinhos de fogo-de-artificio, com que habitualmente se enfeitam os bolos de aniversário... :)


Apesar do frio outonal que já espreitava, o ambiente era caloroso e amigável. As castanhas já estavam a ficar prontinhas mas outros compromissos levaram-me a deixar a festa mais cedo... Saí por isso com pena de não poder ficar até ao fim, mas contente com a tarde bem passada e inspirado pelos muitos exemplos de como podemos fazer tanto, com (aparentemente) tão pouco.