segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Um passeio épico e um teste ao Brooks C17

Acordei com as rajadas de vento e a chuva a fustigarem a janela. Por breves instantes pensei em desistir do passeio de bicicleta que tinha previsto para aquele domingo de manhã. Só por breves instantes. O temporal persistia e não dava sinais de alivio mas a vontade de pedalar foi mais forte!
O passeio em si, já era razão mais do que suficiente para sair do conforto das mantas, mas desta vez tinha também uma motivação extra.

  
Cambium C17 - versão de teste. Diz que é bom, que não é só Marketing. A verdade é mais complexa...

Os Srs. da Brooks, depois de terem tomado conhecimento do meu interesse pelo Cambium C17, e reconhecendo o impacto mediático que o biclasblog tem no universo dos apaixonados por bicicletas, enviaram-me um selim de teste para que eu o pudesse experimentar e aqui publicar a respectiva análise. Estiveram bem! A única possibilidade na minha agenda para corresponder a este simpático pedido era exactamente aquela manhã de tempestade...
E assim, equipado a rigor, fiz-me à estrada!
Rapidamente o vestuário "impermeável" demonstrou que esse conceito, quando aplicado à roupa, é muito limitado!! Felizmente que no caso de um selim as coisas são mais simples e o termo "impermeável" do C17 assenta-lhe bem, sem falhas. Ao contrário dos outros selins brooks, este é o primeiro selim impermeável e cujo conforto é prometido desde a primeira utilização, sem ser necessário um período para ele se moldar ao nosso corpo. Apesar disto, a minha expectativa para o passeio era naquela altura muito baixa. Porque? Porque antes de o montar na Masil, andei com ele na Quipplan... e que martírio!! Para minha grande surpresa, e devo dizer até desilusão, os primeiros km´s não foram de conforto, mas de sofrimento! O selim era demasiado duro, fazendo demasiada pressão nos "sit bones" (desculpem lá mas não sei o nome deles em Português). Por outro lado, sentia algum amortecimento proporcionado pela borracha de que ele é feito e o formato na frente é o ideal, não interferindo com o movimento das pernas. Coisa pouca, que não chegava para fazer esquecer o desconforto. Mas a minha intenção para este selim é de o usar numa bicicleta randonneur que estou a pensar montar, por isso achei que devia fazer um teste na Masil para ver como era o feeling dele numa bicicleta com outra geometria e usando uns calções de ciclismo.
Não sendo a expectativa boa, cheguei a pensar nem trocar o selim da Masil para não arruinar o passeio... Mas pronto, lá resolvi arriscar e montei o Brooks na Masil. Surpresa das surpresas, ao contrário da experiência na Quipplan, na Masil, o Cambium teve um desempenho muito bom! Manteve as boas caracteristicas de amortecimento e ergonomia da frente mas com a diferença de não massacrar os sit bones. Quase não senti pressão nenhuma! Como? Bom, a posição de condução é diferente e os calções terão também ajudado. Em 3h30 de passeio o balanço foi positivo, ainda que alguma dureza se mantivesse e esteja por isso na dúvida de como será em passeios maiores... E isso é importante porque a ideia é mesmo arranjar uma selim (e uma bicicleta) confortável para voltar a fazer passeios longos, nomeadamente brevets randonneur.


Já o resto da bicicleta não me proporcionou o mesmo conforto. Os 65km na Masil chegaram para ficar moído, recordando-me a razão pela busca de uma bicicleta mais confortável.
Portanto, sobre o brooks, basicamente ainda não me decidi! Se fosse para usar numa bicicleta com uma posição vertical, claramente não! Para a bicicleta que tenho em vista, a resposta é ainda um "talvez". Tudo isto levou-me a pesquisar um bocado na internet e a perceber que a escolha de um selim depende mais da forma como ele se adapta ao nosso corpo e à utilização pretendida do que simplesmente uma avaliação se o selim "é bom" ou "é mau".

Quanto ao passeio, não foi fácil chegar ao cimo do Montejunto. A relação mais leve da Masil (39-23) estava claramente desajustada para o que as minhas pernas pediam! Como se não bastasse, as rajadas de vento fortíssimas, e de frente, tornaram a conquista do topo ainda mais dura, mas também por isso mais desejada. Quando foi altura de descer, os ventos laterais trouxeram alguns arrepios, obrigando a atenções redobradas.


A dureza da subida, a imponência da montanha, o nevoeiro que ora aparecia ora desaparecia, o som dos trovões e do vento, tudo conjugado trouxe a este passeio, mais do que dificuldades, uma sensação incrível de satisfação, por ali estar sozinho, com a minha bicicleta! :)

E se algum dos meus 4 leitores já chegou até aqui, deve estar a estranhar a conversa acima da Brooks ter-me emprestado um selim. Pois... é verdade. Foi apenas um devaneio megalómano. A história verdadeira é outra:
Dirigi-me à loja da Veloculture e expliquei o meu interesse pelo selim e, quando eu esperava apenas a possibilidade de um micro-teste, ali na rua ali em frente à loja, fui surpreendido com um simples: "Aqui está. Podes levar. Trá-lo daqui a uns dias". Assim. Sem outras complicações!
Podem até não ter vendido um selim (ainda não me decidi) mas é certo que logo naquele instante conquistaram, ainda mais, a minha admiração. E por isso, mais do que o negócio de um selim, ganharam um cliente! Grande Veloculture!! :)


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ouch!

clic, clic, clic...
Era este o som que a bicla fazia quando punha a mudança no carreto mais leve.
Estava na hora de uma afinação, pensava eu. Mas em vez de lhe dar a devida atenção, fui adiando a revisão e continuava a pedalar, optando simplesmente por evitar usar aquela mudança.
E assim andou a bicla, uns 100 ou 150 km's, até que hoje, aconteceu isto:

Ouch!! :(
O "clic, clic" afinal não era só a corrente a não querer mudar de carreto. Era a exterminadade do tensor a roçar nos raios...
O resultado?
2 raios partidos, drop out empenado, e a guia da corrente no tensor (não sei o nome exacto da peça) empenada!
E assim, à bruta, se aprende a dar razão (e atenção) aos materiais!...
Agora vou ali pegar nas ferramentas e arranjar esta trapalhada...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Parque Ecológico do Gameiro

Se forem visitar o Fluviário de Mora, levem convosco as bicicletas!! Porque? Porque mesmo ali ao lado têm o Parque Ecológico do Gameiro, com destaque para o passadiço de madeira, com uma extensão de cerca de 1.5km, que nos conduz num percurso com paisagens soberbas. Um cenário idílico onde sabe bem deslizar de bicicleta, e parar para ler um livro, para apreciar os muitos tons de verde, ficar a ouvir a passarada ou brincar e fazer construções e jogos com o que encontramos no caminho... Foi isso que fizemos no passado domingo.

 






E depois de tudo isto, quando o passadiço termina, temos um trilho de btt, não menos espectacular e divertido de fazer!




O pequenote teve que levar a bicla à mão nalguns troços. Noutros já se aventurou a pedalar e safou-se muito bem! No regresso, já cansadito, e debaixo de uma chuva com direito a relâmpagos e uma impressionante trovoada, reboquei-o com o trailgator. Ele adorou, claro!! :)
Fica a sugestão para um dia, MUITO bem passado! :)

Mais info sobre o Parque Ecológico do Gameiro e esta rota aqui e aqui

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Um commuting diferente

Foi hoje! Eu já andava a estranhar a demora... Depois de cerca de 5 a 6 mil km´s de commuting a pedal, o primeiro furo. E a comprovar as Leis de Murphy, aconteceu num dos raros dias em que não tinha comigo o "kit de autonomia" completo. Tinha os desmontas, os remendos, a chave para desmontar a roda e até uma câmara de ar nova, mas faltava a bomba!
Mas há sempre solução. Neste caso, tinha várias hipóteses: iniciar a troca de câmara de ar e ficar à espera que passasse alguém com uma bomba; aproveitar o facto da bicla ser dobrável e fazer o resto do percurso com ela de autocarro ou de taxi; chamar o Bicycle Repair Man; ou fazer o resto do caminho a pé. Optei por esta última e estranhamente não perdi tanto tempo quanto imaginava.

Para os que pedalam em Lx, o bicycle repair man não é apenas uma piada! É clicar aqui para saber mais.

A meio do dia lá reparei o furo e fui com a roda até uma oficina para encher o pneu. Afinal de contas, foi simples. Se tivesse uma avaria no carro seria sempre mais complicado/demorado para resolver.
Mas as tropelias do dia não ficaram por aqui... Foi a primeira vez que saquei fora a roda traseira da quipplan e como não conhecia bem o sistema do cubo nexus, montei aquilo mal ficando com a bicicleta "engatada" na 1ª velocidade... raios... Pedalava vertiginosamente e não passava dos 15km/h!! Ainda assim, era o suficiente para ultrapassar os carros parados nos habituais engarrafamentos de fim de dia. Bizarro, cómico, frustrante, desesperante, serve qualquer um dos adjectivos, dependendo do estado de espírito e do ponto de vista (o meu ou o dos condutores presos no trânsito).
Para ajudar (mesmo! não é ironia!) chovia. Era daquela chuva miudinha que não incomoda nada, apenas ajuda a tornar o trajecto mais saboroso. E à pala da limitação de velocidade ganhei mais uns minutos de diversão. Se fosse de carro, mesmo que ele não avariasse, teria sido tudo bem mais demorado. E stressante...
Vivam as biclas!!! :)

domingo, 14 de setembro de 2014

Passeio à beira Tejo

Hoje foi dia de passeio domingueiro em família. :)
Fomos os três pedalar para a ciclovia que liga Vila Franca de Xira a Alhandra. A ciclovia tem cerca de 4km e segue sempre junto ao Tejo, proporcionando um passeio bem agradável!
Ao longo do trajecto há varios locais que convidam a parar um bocadinho para petiscar qualquer coisa ou simplesmente para ficar ali a olhar o rio.




 

O pequenote estreou uma bike nova. Na verdade, a bicla já tem uns aninhos, mas está em excelentes condições e é bem gira! Foi-lhe oferecida por uns amigos. Assim, o sortudo, passa a ter uma bicla sempre disponivel em casa dos avós! Entusiasmado com as novas rodas, o Gui pedalou 10km com uma genica incrivel! E no final queria mais... :)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Férias a pedal

Fui com a minha família passar uns dias de férias ao Algarve.
Os dias arrastaram-se vagarosamente, de chinelo no pé, sem relógios nem compromissos...
O carro serviu para lá chegar e para regressar. Enquanto lá estávamos, todas as nossas deslocações foram feitas a pé ou de bicicleta.



Essa opção teve uma grande importância na qualidade dos dias que passámos!
Livres dos engarrafamentos, das dificuldades para estacionar, e do sentimento de desconexão com o mundo exterior que o carro suscita, pouco a pouco, deixámo-nos impregnar pelo ritmo das biclas.

Movemo-nos com a energia do nosso corpo. E isso, em vez de nos consumir, revigora-nos!
De bicla, sentimos o caminho e tudo o que nos rodeia com proximidade. Cada cheiro, cada brisa, cada cor, cada som... De bicla não nos sentimos desligados do mundo. Sentimos que fazemos parte dele!



O meu filhote adora pedalar mas por vezes precisa de uma ajudinha, e para isso usámos o trailgator, uma solução excelente!!
As tralhas também não foram um problema... Comida, roupas, bola de futebol, brinquedos de praia, prancha de bodyboard, chapéu de sol, cadeados das biclas, tudo foi facilmente transportável nas bicicletas.
Não podia ser mais simples... nem mais divertido! :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pneu velho, cinto novo!

O que fazer com os pneus usados das nossas bicicletas? Dar-lhes uma nova vida, claro! :)
 

É isso que faz o João, criador da marca "Rebusca", também ele entusiasta das bicicletas. Conheci-o numa pequena banca onde ele apresentava os seus produtos.
Utilizando pneus e câmaras de ar usados, ele faz cintos, carteiras e pulseiras. Uma excelente ideia! Eu não resisti e acabei por comprar o cinto que vêem na foto. Um bom pneu, só pode resultar num bom cinto...
Parece que ele tem uma loja em Lisboa, ali para os lados de Santa Apolónia. Um dia destes vou lá visitá-lo e levo comigo alguns pneus velhos que tenho guardados para com eles criarmos qualquer coisa nova. :)
Para quem estiver interessado, aqui ficam os contactos da "Rebusca": 96 1474 301 / rebusca@gmx.com


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Código da Estrada, sim. E o bom senso?

O aparecimento de mais bicicletas nas estradas e o novo código da estrada têm suscitado muitos debates acerca do lugar dos ciclistas e a necessidade destes cumprirem algumas regras.
Por vezes nesses debates o simples bom senso é algo escasso, para não dizer, ausente.

Sim, eu sei que as leis são "as leis" e são para cumprir. Mas o que seria de nós, individual e colectivamente, se simplesmente abdicássemos do nosso bom senso?

Há situações em que, conscientemente, não cumpro o código da estrada. E faço-o para minha segurança. Por exemplo, ao circular numa faixa bus quando a alternativa legal me empurra para uma via mais à esquerda onde o trânsito circula frequentemente em excesso de velocidade.


A propósito deste tema, do cumprimento cego das leis, partilho aqui um divertido e esclarecedor vídeo:


Nota: o nosso código da estrada não obriga os ciclistas a circularem na ciclovia!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pelos caminhos de Portugal...

A branquinha foi morar para casa de familiares em "Pé de Cão", uma aldeia pequenina, daquelas que literalmente nem vêm no mapa, ali para os lados de Tomar.
No último domingo, aproveitando as últimas horas de luz, comecei a explorar com ela um pouco das muitas estradas e caminhos que por ali há para serem descobertas.
Soube bem rolar sozinho e sem destino, sentindo o vento na cara e tendo por companhia o chilrear dos pássaros e o som da roda livre... :)
Gosto destes passeios domingueiros descontraídos! Venham mais! 


domingo, 29 de junho de 2014

A rolar no Ribatejo

Hoje passei o dia a pedalar entre Alenquer e o Vale de Santarém.
Foram 92km de estradas e estradões rolantes, na companhia de dois grandes amigos. Perfeito, portanto!
Esta parte do percurso, junto ao Tejo, foi para mim a mais interessante. Quem quiser fazer um passeio descontraído, sem o incómodo do trânsito automóvel, e numa zona de grande beleza, tem aqui uma excelente opção (clicar no link para ver mapa)!
É só apanharem o comboio até à Azambuja e toca a pedalar! Ah... e não se esqueçam de visitar as Aldeias Avieiras e levar um fato de banho para uns mergulhos no tejo. Na zona da Valada há por lá umas muito apetecíveis praias fluviais. Um farnel para o pic-nic também é capaz de ser boa ideia. ;)
De nada. :)









sexta-feira, 6 de junho de 2014

Bambucicleta

Rolava descontraído, no meu commuting diário, quando subitamente vi algo que prendeu a minha atenção! Estacionada junto à ciclovia da Av. Duque de Ávila estava uma bicicleta em bambu!!
Parei para apreciar a bicicleta e fiquei simplesmente maravilhado. Das biclas mais lindas que já vi!
Era uma fixed gear, o que contribui para a sua beleza. Mas obviamente que o interesse maior estava no material incomum. Os tons de castanho e as linhas e marcas do bambu, conferem-lhe uma identidade inimitável.
Os detalhes nas uniões das canas denotavam a qualidade da construção.

Foto retirada do site artbikebamboo/facebook
 
O dono da bicicleta, estava ali a poucos metros e fiquei a saber que ele próprio havia construído aquela bicla. Para além da sua paixão pelas biclas deu para sentir a sua enorme simpatia e "boa onda".
Visitando a página do facebook "Art Bike Bamboo"fiquei a perceber todo o carinho, cuidado e respeito pela natureza com que cada bicla é construída.
Quando uma bicicleta é construída assim, o resultado não podia ser melhor!
Viva a Art Bike Bamboo! :)

domingo, 1 de junho de 2014

1 Junho

Hoje foi dia da criança.
Para mim, foi também dia de andar a brincar na areia.
De bicla, claro!

A bicicleta ajuda-me a manter viva a criança que há em mim! :)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Voltar a pedalar

Passei o ultimo mês sem pegar na(s) bicicleta(s)! :(
A pausa, forçada, começou  quando numa bela manhã, ao levantar-me, fiquei subitamente "petrificado" com dores nas costas/zona lombar. Daquelas que surgem do nada e que levam tempo a passar...
Agora, devagarinho, vou retomando as pedaladas e saboreando cada km.
As pernas acusam a falta de treino, mas nada que seja impeditivo de me deslocar de bicla no meu dia-a-dia. Afinal de contas, a vida não é (ou não devia ser!) uma corrida.



Mesmo devagarinho, de Campolide a Algés, levei cerca de 35 min para regressar a casa depois do trabalho. 35 minutos de puro prazer! Enquanto isso, o  resto do trânsito estava absolutamente caótico.
Filas intermináveis de carros, muitas buzinadelas e muito stress. Pelo panorama, para fazer o mesmo percurso de carro teria demorado mais de uma hora.
Estou feliz por poder voltar a pedalar :)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Trail-Gator - passaporte para a aventura!


Fazer aqueles trilhos de Monsanto nunca foi tão divertido, apesar do esforço extra que sentia nas pernas. Atrás de mim, o meu filhote ria às gargalhadas e cantava canções de improviso, enquanto eu o rebocava na sua "bike pirata".
Passados poucos km´s, rolávamos já junto ao rio e maravilhavamo-nos com o sol radioso e o cenário dos barcos à vela na foz do Tejo.
 

Este foi o nosso primeiro passeio usando o Trail-Gator, uma solução simples e eficaz para aumentar o raio de acção das nossas aventuras . Com esta engenhoca, posso rebocar o Gui quando ele está cansado e rapidamente voltar a desatrelar a bicicleta dele, para que possa voltar a pedalar sozinho.


Ainda sobre o trail-gator, resta dizer que instalar o gingarelho foi um bocado mais trabalhoso que o previsto, porque o sistema não é compatível com travões de cantilever. O fabricante diz que se pode instalar um kit de adaptação mas o desenho da peça não me convenceu e foi mais eficaz trocar por uns simples "v-brakes". Mas após as necessárias adaptações e montados os encaixes nas duas bicicletas, utilizar este acessório está a revelar-se simples e prático.


No final do passeio, quando disse ao Gui que fizémos 7km, ele disse logo que da próxima temos que ir ainda mais longe. "Podem ser 20, papá? e 30km, vamos até aonde?"... Isto promete! :)

domingo, 16 de março de 2014

Phoenix

Há algum tempo atrás, um vizinho ofereceu-me uma bicicleta que estava parada há anos numa arrecadação. O estado dela era desolador... :(


Rapidamente, dei-lhe uma limpeza, uma afinação rápida, e estrada com ela!
Passados alguns km´s, a velhinha Cresta, queixava-se do eixo pedaleiro e da roda traseira.

Estava na altura de uma revisão profunda. Era um desafio novo. Uma oportunidade para sujar as mãos, aprender um pouco mais de mecânica e divertir-me! Querendo fazer as coisas bem, foi também preciso treinar um pouco a paciência e contrariar a impulsividade que me sugeria atalhos contrários ao espírito mais cuidadoso que quis colocar nesta recuperação.

Desmontei cuidadosamente todas as peças e analisei-as até perceber exactamente o papel de cada uma. Algumas precisaram de ser subsituidas, outras apenas limpas. E depois deste trabalho demorado, foi muito graficante ver uma bicicleta até à pouco tempo abandonada, voltar a ganhar cor e vida!

E aqui está ela:





Neste momento está a rolar "single-speed", aproveitando uma roda que um amigo me deu. Nos próximos tempos irei fazer a manutenção ao cubo traseiro de origem (Sachs Orbit, com 2 mudanças internas) e talvez o volte a montar. Já espreitei para o mecanismo do cubo e é espectacular! Um pouco complexo, como um relógio, mas por isso mesmo, muito interessante... avizinham-se mais horas de diversão ;)

Se tiverem por aí uma bicicleta a precisar de carinho, não se acanhem! A mecânica de bicicletas é uma coisa acessível! O youtube está carregado de vídeos esclarecedores. As ciclo-oficinas também podem dar uma ajuda.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Espírito Randonneur

Hoje foi dia de Brevet! Ou melhor, noite e dia porque o BRM 200 "Midnight Ride" decorreu entre as 0h00 e as 13h30!


Desta vez não pedalei, mas estive lá a ajudar à sua realização.
Quando participei no meu primeiro brevet, em Outubro do ano passado, o Pedro Alves, grande entusiasta e impulsionador desta forma de ciclismo no nosso país, explicou-me que estes eventos só são possíveis se houver voluntários que garantam a sua realização.
Ora, se no passado gostei de participar e se desta vez tinha decidido não pedalar, e já que não tinha nada para fazer entre as 2h58 e as 6h44 de domingo, nada mais natural do que ser voluntário e ajudar a garantir o posto de controlo na "Fonte do Patalim" (algures entre Montemor e Évora).

Mesmo não tendo pedalado, e apesar do frio garanto-vos que tive vontade, mais uma vez pude sentir o ambiente único destes eventos. Ao contrário de outros eventos de ciclismo, nos BRM´s predomina um ambiente descontraído onde não há lugar a picardias ou despiques. O objectivo não é fazer uma corrida mas desfrutar e completar o longo trajecto. Os randonneurs têm que ser autónomos e não podem receber ajuda de ninguém, excepto de outros randonneurs, e por isso o espírito de inter-ajuda está sempre presente!

Entre os randonneurs também não há lugar a atitudes discriminatórias em função do equipamento utilizado, o que infelizmente nem sempre acontece noutros ambientes. Aqui, apenas é necessário cumprir os requisitos relacionados com segurança, nomeadamente luzes e colete reflector. De resto, encontramos bicicletas para todos os gostos e carteiras, desde a ultra-pró máquina de titânio às velhinhas btt´s em aço, com mais de 20 anos de uso!

Por esse ambiente único e pelas caracteristicas dos próprios trajectos e aquilo que eles exigem física e psicologicamente, os brevets randonneur moudiaux são eventos sem paralelo!
Um grande abraço a todos os que neles participam e um especial reconhecimento ao Pedro Alves pelo seu empenho na sua promoção e pela sua simpatia!

Claro que depois de hoje, o "bichinho" voltou a morder e fui rever com atenção o calendário de 2014 a pensar no meu próximo BRM...


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Qualidade do ar e biclas

Gosto quando começo o dia a pedalar e sinto o ar frio e limpo a inundar-me os pulmões!


Mas infelizmente, nem sempre é assim.

A qualidade do ar de Lisboa  é má e até já me cruzei com um ciclista que usava uma máscara de protecção contra o fumo. Foi uma imagem um pouco assustadora. Gosto de encarar a bicicleta como algo natural, simples e confortável, por isso não me convenceu essa "solução"... Em alternativa, tenho-me limitado a alguns treinos de apneia, quando me cruzo com veículos mais poluentes.

Entretanto, encontrei este artigo, cuja leitura me tranquilizou. Nele são referidos estudos onde sobressai o balanço positivo em termos de benefícios para a saúde, por usar a bicicleta, mesmo em meio urbano. No artigo é também explicada a razão de estarmos menos expostos à poluição atmosférica nos dias mais frios e nos períodos da manhã e da tarde. Sugiro a sua leitura a quem se interesse pelo assunto.

E se optarmos por usar a bicicleta estamos a contribuir para um ar mais limpo. Para todos! Mais uma razão para os automobilistas agradecerem a quem circula de bicicleta na estrada... ;)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pedalar à chuva é fixe!

"Deve ser complicado andar de bicicleta com chuva, não?" - Ultimamente tenho ouvido muito esta pergunta.
Sinceramente, complicado é andar (ou melhor, ficar parado!) no trânsito que é ainda mais caótico nos dias de chuva!!!
Hoje à noite, no regresso a casa, abateu-se sobre mim uma chuvada valente... e adorei!
Usando o equipamento adequado (um casaco impermeável, luvas, protecção de calças e sapatos) não há problema nenhum! É uma sensação espectacular pedalar com chuva, sobretudo à noite após um dia de trabalho. Sério! Experimentem!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ciclistas são como os cavalos! :)

Caros automobilistas,
Tenham maneiras. Agradeço que na estrada me tratem como um cavalo!


 É só abrandar, ter cuidado e dar espaço.
Obrigado :)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mais uma Sexta de Bicicleta

Foi mais uma "sexta de bicicleta". Mas esta não foi igual às outras.
Depois de uma monumental "granizada", Lisboa ficou coberta de branco.
Um espectáculo bonito e desafiante para quem optou por rolar naquele tapete de gelo.
E pelas marcas, não fui o único.



O trajecto até estava a correr bem... Pouco chovia, o cenário era lindo e o gelo propiciava uns deslizes engraçados. A coisa mudou de figura quando pela frente me deparei com isto:


Voltar para trás era uma opção difícil naquele ponto do trajecto, vai daí resolvi tentar a travessia...
A meio do "lago" deparo-me com uma barreira de gelo!! A roda da frente ia abrindo caminho como se fosse um barco quebra gelo. Espectáculo, pensava eu! Mas a velocidade, que já era naturalmente lenta, foi reduzindo e quando completava as pedaladas os pés começavam a ficar submersos.
Subitamente, sinto um obstáculo e não consegui evitar uma paragem completa da bicla, que me obrigou a por o pé no chão. As botas, apesar de impermeáveis, obviamente sucumbiram.
Pelo menos tinha uma muda de meias e calças na mochila e a possibilidade de secar as botas quando chegasse ao trabalho. Se tivesse com outra bike teria continuado, mas estando a usar a eléctrica achei melhor inverter a marcha.
A solução foi passar a bike para o lado da estrada e atravessar junto à berma esquerda da radial de benfica, onde os carros, a conta-gotas iam avançando. E antes de virem os comentários da praxe, de que os ciclistas nunca respeitam as regras de trânsito e que as biclas não podem circular naquela via, reparem que era uma situação de absoluta excepção. O trânsito estava quase cortado e não houve nunca uma situação de perigo nesta opção.


Ultrapassado o lago, pude retomar as pedaladas. Apesar de levar um pé encharcado aproveitei para curtir mais uns deslizes no gelo. :) Mas com cautela que aquilo é traiçoeiro.

  

Portanto, a bicla está aprovada como veículo ideal, mesmo em dias de tempestade. Ah... mas da próxima levo um par de sapatos extra na bagagem ;)
Ao longo do dia, ainda usei a bicicleta para outras deslocações. Chuva com fartura, mas como ouvi dizer: "não há mau tempo, apenas mau equipamento".