quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Aquele instante
É aquele instante em que tudo está onde e como devia estar.
Em que a nossa mente está absolutamente desperta e presente, captando com todo o detalhe as vibrações do quadro, o som do cubo, os músculos a fervilharem, a respiração ofegante, o deslize, o suor a escorrer no rosto... Momentos que este vídeo transmite magnificamente:
A Flow State from Charles Schwab on Vimeo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
A nova Velosolex
Lembram-se da Velosolex?
Pois bem, preparem-se... uma nova Velosolex vem a caminho!!
A nova versão tem sido testada na zona de Oeiras, onde foi vista amarrada a um poste, enquanto certamente os engenheiros responsáveis pelo seu desenvolvimento se banhavam nas praias ali perto...
As fotos mostram um veículo que mantém a tradicional colocação do motor, com um engenhoso sistema de transmissão ao eixo pedaleiro.
A nova Velosolex substitui o pequeno motor de combustão por um motor elétrico, alimentado por baterias colocadas no quadro, garantindo assim uma boa distribuição do peso do veículo.
As baterias estavam ocultas por detrás de uma fita/papel de jornal, como aliás é habitual nas aparições públicas dos protótipos que ainda estão em desenvolvimento. Como sabem, o segredo é alma do negócio.
As muitas horas dedicadas a este projecto não deixaram tempo de sobra para mariquices estéticas. Aqui a beleza é bruta. Está no próprio ferro e no engenho mecânico. Um estilo polémico mas que merece o meu aplauso. Gosto do contraste entre a inovação e um aparente, mas irreal, abandono. Reparem no quadro ferrugento, na cor solitária da forqueta, na ausência do punho direito, no desgaste dos pneus, no porta cargas e no próprio cadeado. Tudo se conjuga num estilo muito interessante! Resta saber se intencional e definitivo ou apenas pontual para disfarçar o protótipo da curiosidade jornalistica...
O tempo dirá se as nossas ruas se voltarão a encher destes simpáticos veículos ou se esta é apenas uma construção solitária, excentrica e bizarra... Seja como for, os meus parabéns para o autor desta maravilha! :)
Pois bem, preparem-se... uma nova Velosolex vem a caminho!!
A nova versão tem sido testada na zona de Oeiras, onde foi vista amarrada a um poste, enquanto certamente os engenheiros responsáveis pelo seu desenvolvimento se banhavam nas praias ali perto...
As fotos mostram um veículo que mantém a tradicional colocação do motor, com um engenhoso sistema de transmissão ao eixo pedaleiro.
A nova Velosolex substitui o pequeno motor de combustão por um motor elétrico, alimentado por baterias colocadas no quadro, garantindo assim uma boa distribuição do peso do veículo.
As baterias estavam ocultas por detrás de uma fita/papel de jornal, como aliás é habitual nas aparições públicas dos protótipos que ainda estão em desenvolvimento. Como sabem, o segredo é alma do negócio.
As muitas horas dedicadas a este projecto não deixaram tempo de sobra para mariquices estéticas. Aqui a beleza é bruta. Está no próprio ferro e no engenho mecânico. Um estilo polémico mas que merece o meu aplauso. Gosto do contraste entre a inovação e um aparente, mas irreal, abandono. Reparem no quadro ferrugento, na cor solitária da forqueta, na ausência do punho direito, no desgaste dos pneus, no porta cargas e no próprio cadeado. Tudo se conjuga num estilo muito interessante! Resta saber se intencional e definitivo ou apenas pontual para disfarçar o protótipo da curiosidade jornalistica...
O tempo dirá se as nossas ruas se voltarão a encher destes simpáticos veículos ou se esta é apenas uma construção solitária, excentrica e bizarra... Seja como for, os meus parabéns para o autor desta maravilha! :)
terça-feira, 29 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
O Ruído
O ruído das cidades é uma agressão constante, que muitos de nós sofremos sem termos uma real consciência dela. A nossa mente, tende a direccionar a nossa atenção para os estímulos que são novos, e tudo o resto que está à nossa volta vai sendo automaticamente passado para segundo plano. Por fim, deixamos de reparar no ruído. Mas ele está lá, corroendo dissimuladamente o nosso bem-estar.
Conseguem imaginar uma cidade sem ruído? Refiro-me ao ruído e não ao som da vida nas ruas, do próprio rebuliço, que também lhe dá encanto. Conseguem imaginar o quanto os vossos dias seriam mais belos? Este vídeo ajuda a passar essa perspectiva:
Mas por muito interessante que seja um vídeo, nada como a vida real! Façam a experiência. Parem. Tomem consciência do som à vossa volta. Seja no meio do caos ou num oásis de tranquilidade. Não seria bom? Então façam como ensinou o Ghandi, sejam a mudança!
P.S. - Enquanto escrevo esta posta, ouço vindo lá de baixo, rompendo o ruído do trânsito, a melodia de um amolador! Nem tudo está perdido! :)
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Passeios pelas Ecopistas
As ecopistas são antigos troços ferroviários que foram transformados em vias cicláveis e pedonais.
Nestas férias tive oportunidade de dar um passeio em família na Ecopista de Guimarães e na Ecopista do Minho. Adorei a experiência!
Ao pedalarmos numa ecopista, por ser uma via sem trânsito motorizado, podemos desfrutar muito mais do passeio. Para trás fica o stress que o trânsito automóvel nos provoca, quando com eles temos que partilhar a via. Em vez do ruído dos automóveis temos a companhia do som dos pássaros, do vento, da roda livre da bicicleta e das conversas e gargalhadas daqueles com quem vamos partilhando o caminho.
No dia em que fizemos a Ecopista de Guimarães estava imenso calor! Fizemos apenas a ecopista numa direcção e, por sorte, começamos em Guimarães e assim o trajecto foi quase sempre a descer.
Esta foi a primeira Ecopista que fiz e gostei muito, mas a do Minho que percorremos poucos dias depois, foi muuuuuiiito mais interessante!
A Ecopista do Minho não apresenta qualquer desnível. É sempre plana, acompanhando o percurso do Rio Minho. Começámos em Monção e pedalámos os três até Valença, cerca de 13km, com algumas paragens para pic-nic e brincadeiras. No regresso atrelei o pequenote no trailgator e ainda desviámos um pouco da ecopista para ir espreitar de perto as águas do Rio Minho.
Deixo-vos aqui umas fotos destes passeios:
Ecopista de Guimarães
Ecopista de Guimarães
Ecopista do Minho
Ecopista do Minho
Ecopista do Minho
Ecopista do Minho
Ecopista do Minho
Rio Minho (perto de Valença)
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Descomplicar a vida
Aqui o pasquim tem andado sem pedalada. Não por desinteresse nas bicicletas mas por falta de pachorra para as internets.
Mas esta posta não podia deixar passar. Pelo menos tenho a certeza que o Nuro vai ficar radiante, e só por isso satisfaço 25% dos meus leitores. Nice! Tenho até a certeza que com esta ele me vai pagar um cafezinho! ;)
Então cá vai:
Pedalava a caminho de casa, ao fim da tarde, ali para os lados de Monsanto, quando encontro um ciclista com ar de quem trazia muitas histórias para contar.
Meto conversa pelo caminho mais óbvio: de onde vens, para onde vais? Já não me lembro ao certo da resposta que ele deu nesse momento, mas fiquei logo a perceber que não tinha um trajecto definido e que já trazia muiiiiiiiitos km´s nas pernas. Mais tarde havíamos de voltar a esse tema, já com um mapa à frente, e mesmo assim fiquei baralhado. É que o Keith não viaja propriamente a direito. Vai dando voltas e voltinhas e mais voltas e mais voltinhas. Com isso tudo havia passado pelo Vietname, Cambodja, India, China, Japão, Marrocos, Mauritania, Senegal, e por praticamente todos os países da Europa, à excepção do Lichtenstein e outro que agora não me lembro. E tudo isto repetindo várias vezes alguns países num trajecto que desenhado no mapa resulta num emaranhado deveras confuso e impressionante.
E por falar em impressionante, já vos contei com ele ia numa bike fixed gear!!
Oh yeah!!! Isso mesmo. Porque? Pelas razões óbvias, de que, tendo pernas (e se ele as tinha!!!) é só vantagens, sobretudo a facilidade de manutenção, fiabilidade e ainda a capacidade de travagem!
Capacidade de travagem com uma fixa, pensarão vocês? Pois, mas quando tivémos que parar atrás de um carro que se imobilizou no fim de uma descida com mais de 10% de inclinação, ele comentou qualquer coisa como "com uma bike com este peso, se não fosse poder trava-la com as pernas tinha ido contra esse Peugeot". Ok... mais de 65kg de bike não deve ser fácil de parar à custa de calços de travão. Mas como disse, é preciso pernas. E para o Keith isso não é problema. Antes de se fazer à estrada há já alguns anos, ele era corredor em velódromo. :)
Lá fomos rolando em amena conversa, eu todo curioso a querer aprender ao máximo como se faz uma viagem destas e ele super disponível a explicar o que toda a gente lhe deve perguntar, quando o indaguei sobre aquela noite. Sugeri-lhe o parque de campismo mas ele referiu que preferia evitar os parques por uma questão de orçamento. Monsanto não lhe parecera o sítio ideal para pernoitar e ia em busca de uma zona florestal mais distante, que havia visto no mapa. Percebi depois que era a Serra da Carregueira. Bom, já era tarde e obviamente que o convidei a ficar em minha casa, o que ele prontamente aceitou.
Em tempos já participei no Couchsurfing.com, como hóspede e como anfitrião, e pude voltar a comprovar o quão bom é poder acolher alguém. Adorei viajar com os relatos que ele me trouxe das muitas peripécias e reflexões sobre o mundo que ele vem construindo com a sua viagem.
Ficou sobretudo uma ideia, de que é preciso descomplicar. A vida enche-nos de medos. Medo disto, medo daquilo, e com isso construímos as nossas prisões. Quem se lança numa viagem destas aprende a largar essas amarras. Ainda que a filosofia não me seja estranha, os meus hábitos são outros e por isso fica ainda uma impressão/admiração com a perspectiva de não saber exactamente onde vai dormir amanhã, o que vai comer, para onde vai, e de o dizer com um sorriso nos lábios. Completamente despreocupado. Confiante de que tudo de bom vai aconter... Mas na verdade, preso nas minhas rotinas, eu também não posso garantir uma resposta às mesmas questões... :)
Mas esta posta não podia deixar passar. Pelo menos tenho a certeza que o Nuro vai ficar radiante, e só por isso satisfaço 25% dos meus leitores. Nice! Tenho até a certeza que com esta ele me vai pagar um cafezinho! ;)
Então cá vai:
Pedalava a caminho de casa, ao fim da tarde, ali para os lados de Monsanto, quando encontro um ciclista com ar de quem trazia muitas histórias para contar.
Meto conversa pelo caminho mais óbvio: de onde vens, para onde vais? Já não me lembro ao certo da resposta que ele deu nesse momento, mas fiquei logo a perceber que não tinha um trajecto definido e que já trazia muiiiiiiiitos km´s nas pernas. Mais tarde havíamos de voltar a esse tema, já com um mapa à frente, e mesmo assim fiquei baralhado. É que o Keith não viaja propriamente a direito. Vai dando voltas e voltinhas e mais voltas e mais voltinhas. Com isso tudo havia passado pelo Vietname, Cambodja, India, China, Japão, Marrocos, Mauritania, Senegal, e por praticamente todos os países da Europa, à excepção do Lichtenstein e outro que agora não me lembro. E tudo isto repetindo várias vezes alguns países num trajecto que desenhado no mapa resulta num emaranhado deveras confuso e impressionante.
E por falar em impressionante, já vos contei com ele ia numa bike fixed gear!!
Oh yeah!!! Isso mesmo. Porque? Pelas razões óbvias, de que, tendo pernas (e se ele as tinha!!!) é só vantagens, sobretudo a facilidade de manutenção, fiabilidade e ainda a capacidade de travagem!
Capacidade de travagem com uma fixa, pensarão vocês? Pois, mas quando tivémos que parar atrás de um carro que se imobilizou no fim de uma descida com mais de 10% de inclinação, ele comentou qualquer coisa como "com uma bike com este peso, se não fosse poder trava-la com as pernas tinha ido contra esse Peugeot". Ok... mais de 65kg de bike não deve ser fácil de parar à custa de calços de travão. Mas como disse, é preciso pernas. E para o Keith isso não é problema. Antes de se fazer à estrada há já alguns anos, ele era corredor em velódromo. :)
Lá fomos rolando em amena conversa, eu todo curioso a querer aprender ao máximo como se faz uma viagem destas e ele super disponível a explicar o que toda a gente lhe deve perguntar, quando o indaguei sobre aquela noite. Sugeri-lhe o parque de campismo mas ele referiu que preferia evitar os parques por uma questão de orçamento. Monsanto não lhe parecera o sítio ideal para pernoitar e ia em busca de uma zona florestal mais distante, que havia visto no mapa. Percebi depois que era a Serra da Carregueira. Bom, já era tarde e obviamente que o convidei a ficar em minha casa, o que ele prontamente aceitou.
Em tempos já participei no Couchsurfing.com, como hóspede e como anfitrião, e pude voltar a comprovar o quão bom é poder acolher alguém. Adorei viajar com os relatos que ele me trouxe das muitas peripécias e reflexões sobre o mundo que ele vem construindo com a sua viagem.
Ficou sobretudo uma ideia, de que é preciso descomplicar. A vida enche-nos de medos. Medo disto, medo daquilo, e com isso construímos as nossas prisões. Quem se lança numa viagem destas aprende a largar essas amarras. Ainda que a filosofia não me seja estranha, os meus hábitos são outros e por isso fica ainda uma impressão/admiração com a perspectiva de não saber exactamente onde vai dormir amanhã, o que vai comer, para onde vai, e de o dizer com um sorriso nos lábios. Completamente despreocupado. Confiante de que tudo de bom vai aconter... Mas na verdade, preso nas minhas rotinas, eu também não posso garantir uma resposta às mesmas questões... :)
O Keith e a sua Bike
Boa viagem ao Keith e a todo os que se aventuram por aí!!!
Podem seguir o Keith aqui: http://keiththewheelman.com/
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Por uma ciclovia entre Alfragide e Lisboa!
Sendo um utilizador regular da bicicleta
na cidade, o tema da mobilidade interessa-me muito! Quando a conversa
puxa para aí, lá estou eu a defender o lugar das bicicletas e o seu
potencial transformador. São máquinas fantásticas, de uma eficiência
incomparável, e capazes de ser uma resposta simulaneamente prática e
prazerosa, para muitas das nossas necessidades.
Nestas conversas, raramente me
ouvem falar de ciclovias. Costumo até brincar dizendo que as há por
todo o lado: São pretas e com faixas brancas. Procuro assim surpreender e
contrariar os argumentos habituais do tipo "ah e tal, eu também fazia o
que fazes (usar a bicicleta no dia-a-dia) se houvessem mais ciclovias". A verdade é que para além das sempre faladas ciclovias, existem muitas outras formas de promover o uso da
bicicleta, nomeadamente medidas de acalmia e redução do tráfego
automóvel. Não sou por isso adepto da segregação das bicicletas. Elas
fazem parte do transito e o que faz falta é criar condições para a sã
convivência dos vários modos de transporte.
Resumindo, é
difícil ouvirem-me reivindicar uma ciclovia. Mais depressa, e faço-o
muitas vezes, aponto as baterias noutras direcções. Mas, claro está, as
ciclovias também têm as suas vantagens e há situações que as exigem.
No
meu commuting habitual, entre Algés e Lisboa, uso uma das poucas
ciclovias de Lisboa que considero realmente essencial e até bem
construída (apesar das sistemáticas inundações a que está sujeita) - a
ciclovia que liga a zona de pina-manique ao bairro da liberdade,
paralela à "radial de Benfica". Essa ciclovia é uma porta de acesso à
cidade muito importante e essencial para vários utilizadores. Sem ela,
teria que fazer um circuito bem maior e por zonas mais perigosas em
termos de transito. O problema é que entre a zona de Pina-Manique e a
Decathlon de Alfragide a coisa muda radicalmente de figura. Esse troço apresenta
vários perigos, nomeadamente um transito habitualmente rápido demais,
condutores que não respeitam a distancia de segurança para com os
utilizadores de bicicletas, curvas apertadas e com pouca visibilidade e zonas sem qualquer iluminação. Refiro-me a esta zona:
Foto "emprestada" daqui
Dadas as características daquele trajeto urge fazer algumas mudanças, nomeadamente:
1 - Ligar os candeeiros!!!!
2 - Tomar medidas para reduzir a velocidade do trânsito automóvel (lombas, radares, sinalização, fiscalização)
3 - Construir uma ciclovia.
Sim, é verdade! Ali, também eu, defendo a criação de uma ciclovia.
Digo, também eu, por dois motivos:
1
- O primeiro é que, como já expliquei, não é fácil defender esta
solução por preferir habitualmente medidas que promovam a inclusão da
bicicleta no restante trânsito e não a sua segregação (há muita
informação na net defendendo esta estratégia). Logo, se defendo a
existência de uma ciclovia é porque há uma razão muito forte para isso! E
aqui há duas: A segurança de quem usa aquela percurso, e o potencial
estratégico do mesmo, por ligar zonas residenciais à ciclovia da radial de benfica.
2 - Porque não sou o único! Há
outros utilizadores de bicicleta que vêm apontando o mesmo, também fruto
da sua experiência. Mas há também muitas outras pessoas, certamente
muitas das que ficam engarrafadas nos seus carros nessa mesma estrada,
que passarão a usar a bicicleta quando essa obra for feita.
A
verdade é que para quem dá os primeiros passos, ou as primeiras
pedaladas de bicicleta na cidade, as ciclovias representam um incentivo
muito importante.
A possibilidade de ligar o Parque de
Campismo é também um objectivo a não descurar. Há uns meses encontrei um
casal de reformados holandeses, em Turismo por Lisboa, que saiam do
Parque de Campismo e estavam ali naquela estrada assustados e perdidos.
Escoltei-os até ao inicio da ciclovia em Pina-Manique e dali seguiram
para explorar o resto da cidade. Confesso que nesse momento me
envergonhou o atraso do nosso país nesta matéria...
Por
tudo isto, gostava mesmo que fosse construída uma ciclovia no troço
Alfragide-Lisboa. Naturalmente que seria interessante e faz todo o
sentido que a mesma depois siga em direcção a Algés, mas julgo que o
primeiro troço é prioritário e essencial por questões de segurança!
Acrescento ainda que isto de reivindicar ciclovias não é um capricho! Não se tratam de
exigências vãs. Em primeiro lugar, esta necessidade prende-se com
segurança dos utilizadores daquela estrada! Mas já agora, convém
relembrar que o uso da bicicleta no dia-a-dia interessa a todos! Até aos
que não prescindem do carro. Reparem: Em cada mês percorro cerca de
300km nas minhas deslocações casa-trabalho-casa. Isso tem um impacto
imenso na minha qualidade de vida, nomeadamente no meu bem-estar físico e
psíquico. Mas não só. Representa também menos um carro a engarrafar os
restantes, a ocupar um espaço de estacionamento, a emitir poluição
atmosférica e sonora, a contribuir para a importação de combustíveis
fósseis. Ah... e tal como vários estudos apontam, a utilização regular
da bicicleta promove uma maior eficácia laboral e a redução no número de
baixas médicas. Por isso é que há países europeus onde as empresas
pagam aos seus funcionários para usarem a bicicleta. Porque sabem que no
final, ficam a ganhar! Por cá, pedalamos ainda muitas vezes contra a
corrente... mas a maré está a mudar, e é altura de construir esta ciclovia.Nota:
Este tópico surge na sequência da iniciativa do autor deste blog, a propósito da necessidade de construção desta ciclovia. Recomendo a leitura do, muito detalhado, estudo que ele fez sobre este assunto. Nuro, bem haja a tua iniciativa! Espero que se crie uma massa crítica capaz de fazer avançar esta obra que interessa a todos! Vamos a isto! Quem se quiser associar, começe por deixar aqui o seu manifesto e junta-se à causa.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Um passeio épico e um teste ao Brooks C17
Acordei com as rajadas de vento e a chuva a fustigarem a janela. Por breves instantes pensei em desistir do passeio de bicicleta que tinha previsto para aquele domingo de manhã. Só por breves instantes. O temporal persistia e não dava sinais de alivio mas a vontade de pedalar foi mais forte!
O passeio em si, já era razão mais do que suficiente para sair do conforto das mantas, mas desta vez tinha também uma motivação extra.
Os Srs. da Brooks, depois de terem tomado conhecimento do meu interesse pelo Cambium C17, e reconhecendo o impacto mediático que o biclasblog tem no universo dos apaixonados por bicicletas, enviaram-me um selim de teste para que eu o pudesse experimentar e aqui publicar a respectiva análise. Estiveram bem! A única possibilidade na minha agenda para corresponder a este simpático pedido era exactamente aquela manhã de tempestade...
E assim, equipado a rigor, fiz-me à estrada!
Rapidamente o vestuário "impermeável" demonstrou que esse conceito, quando aplicado à roupa, é muito limitado!! Felizmente que no caso de um selim as coisas são mais simples e o termo "impermeável" do C17 assenta-lhe bem, sem falhas. Ao contrário dos outros selins brooks, este é o primeiro selim impermeável e cujo conforto é prometido desde a primeira utilização, sem ser necessário um período para ele se moldar ao nosso corpo. Apesar disto, a minha expectativa para o passeio era naquela altura muito baixa. Porque? Porque antes de o montar na Masil, andei com ele na Quipplan... e que martírio!! Para minha grande surpresa, e devo dizer até desilusão, os primeiros km´s não foram de conforto, mas de sofrimento! O selim era demasiado duro, fazendo demasiada pressão nos "sit bones" (desculpem lá mas não sei o nome deles em Português). Por outro lado, sentia algum amortecimento proporcionado pela borracha de que ele é feito e o formato na frente é o ideal, não interferindo com o movimento das pernas. Coisa pouca, que não chegava para fazer esquecer o desconforto. Mas a minha intenção para este selim é de o usar numa bicicleta randonneur que estou a pensar montar, por isso achei que devia fazer um teste na Masil para ver como era o feeling dele numa bicicleta com outra geometria e usando uns calções de ciclismo.
Não sendo a expectativa boa, cheguei a pensar nem trocar o selim da Masil para não arruinar o passeio... Mas pronto, lá resolvi arriscar e montei o Brooks na Masil. Surpresa das surpresas, ao contrário da experiência na Quipplan, na Masil, o Cambium teve um desempenho muito bom! Manteve as boas caracteristicas de amortecimento e ergonomia da frente mas com a diferença de não massacrar os sit bones. Quase não senti pressão nenhuma! Como? Bom, a posição de condução é diferente e os calções terão também ajudado. Em 3h30 de passeio o balanço foi positivo, ainda que alguma dureza se mantivesse e esteja por isso na dúvida de como será em passeios maiores... E isso é importante porque a ideia é mesmo arranjar uma selim (e uma bicicleta) confortável para voltar a fazer passeios longos, nomeadamente brevets randonneur.
Já o resto da bicicleta não me proporcionou o mesmo conforto. Os 65km na Masil chegaram para ficar moído, recordando-me a razão pela busca de uma bicicleta mais confortável.
Portanto, sobre o brooks, basicamente ainda não me decidi! Se fosse para usar numa bicicleta com uma posição vertical, claramente não! Para a bicicleta que tenho em vista, a resposta é ainda um "talvez". Tudo isto levou-me a pesquisar um bocado na internet e a perceber que a escolha de um selim depende mais da forma como ele se adapta ao nosso corpo e à utilização pretendida do que simplesmente uma avaliação se o selim "é bom" ou "é mau".
Quanto ao passeio, não foi fácil chegar ao cimo do Montejunto. A relação mais leve da Masil (39-23) estava claramente desajustada para o que as minhas pernas pediam! Como se não bastasse, as rajadas de vento fortíssimas, e de frente, tornaram a conquista do topo ainda mais dura, mas também por isso mais desejada. Quando foi altura de descer, os ventos laterais trouxeram alguns arrepios, obrigando a atenções redobradas.
A dureza da subida, a imponência da montanha, o nevoeiro que ora aparecia ora desaparecia, o som dos trovões e do vento, tudo conjugado trouxe a este passeio, mais do que dificuldades, uma sensação incrível de satisfação, por ali estar sozinho, com a minha bicicleta! :)
E se algum dos meus 4 leitores já chegou até aqui, deve estar a estranhar a conversa acima da Brooks ter-me emprestado um selim. Pois... é verdade. Foi apenas um devaneio megalómano. A história verdadeira é outra:
Dirigi-me à loja da Veloculture e expliquei o meu interesse pelo selim e, quando eu esperava apenas a possibilidade de um micro-teste, ali na rua ali em frente à loja, fui surpreendido com um simples: "Aqui está. Podes levar. Trá-lo daqui a uns dias". Assim. Sem outras complicações!
Podem até não ter vendido um selim (ainda não me decidi) mas é certo que logo naquele instante conquistaram, ainda mais, a minha admiração. E por isso, mais do que o negócio de um selim, ganharam um cliente! Grande Veloculture!! :)
O passeio em si, já era razão mais do que suficiente para sair do conforto das mantas, mas desta vez tinha também uma motivação extra.
Cambium C17 - versão de teste. Diz que é bom, que não é só Marketing. A verdade é mais complexa...
Os Srs. da Brooks, depois de terem tomado conhecimento do meu interesse pelo Cambium C17, e reconhecendo o impacto mediático que o biclasblog tem no universo dos apaixonados por bicicletas, enviaram-me um selim de teste para que eu o pudesse experimentar e aqui publicar a respectiva análise. Estiveram bem! A única possibilidade na minha agenda para corresponder a este simpático pedido era exactamente aquela manhã de tempestade...
E assim, equipado a rigor, fiz-me à estrada!
Rapidamente o vestuário "impermeável" demonstrou que esse conceito, quando aplicado à roupa, é muito limitado!! Felizmente que no caso de um selim as coisas são mais simples e o termo "impermeável" do C17 assenta-lhe bem, sem falhas. Ao contrário dos outros selins brooks, este é o primeiro selim impermeável e cujo conforto é prometido desde a primeira utilização, sem ser necessário um período para ele se moldar ao nosso corpo. Apesar disto, a minha expectativa para o passeio era naquela altura muito baixa. Porque? Porque antes de o montar na Masil, andei com ele na Quipplan... e que martírio!! Para minha grande surpresa, e devo dizer até desilusão, os primeiros km´s não foram de conforto, mas de sofrimento! O selim era demasiado duro, fazendo demasiada pressão nos "sit bones" (desculpem lá mas não sei o nome deles em Português). Por outro lado, sentia algum amortecimento proporcionado pela borracha de que ele é feito e o formato na frente é o ideal, não interferindo com o movimento das pernas. Coisa pouca, que não chegava para fazer esquecer o desconforto. Mas a minha intenção para este selim é de o usar numa bicicleta randonneur que estou a pensar montar, por isso achei que devia fazer um teste na Masil para ver como era o feeling dele numa bicicleta com outra geometria e usando uns calções de ciclismo.
Não sendo a expectativa boa, cheguei a pensar nem trocar o selim da Masil para não arruinar o passeio... Mas pronto, lá resolvi arriscar e montei o Brooks na Masil. Surpresa das surpresas, ao contrário da experiência na Quipplan, na Masil, o Cambium teve um desempenho muito bom! Manteve as boas caracteristicas de amortecimento e ergonomia da frente mas com a diferença de não massacrar os sit bones. Quase não senti pressão nenhuma! Como? Bom, a posição de condução é diferente e os calções terão também ajudado. Em 3h30 de passeio o balanço foi positivo, ainda que alguma dureza se mantivesse e esteja por isso na dúvida de como será em passeios maiores... E isso é importante porque a ideia é mesmo arranjar uma selim (e uma bicicleta) confortável para voltar a fazer passeios longos, nomeadamente brevets randonneur.
Já o resto da bicicleta não me proporcionou o mesmo conforto. Os 65km na Masil chegaram para ficar moído, recordando-me a razão pela busca de uma bicicleta mais confortável.
Portanto, sobre o brooks, basicamente ainda não me decidi! Se fosse para usar numa bicicleta com uma posição vertical, claramente não! Para a bicicleta que tenho em vista, a resposta é ainda um "talvez". Tudo isto levou-me a pesquisar um bocado na internet e a perceber que a escolha de um selim depende mais da forma como ele se adapta ao nosso corpo e à utilização pretendida do que simplesmente uma avaliação se o selim "é bom" ou "é mau".
Quanto ao passeio, não foi fácil chegar ao cimo do Montejunto. A relação mais leve da Masil (39-23) estava claramente desajustada para o que as minhas pernas pediam! Como se não bastasse, as rajadas de vento fortíssimas, e de frente, tornaram a conquista do topo ainda mais dura, mas também por isso mais desejada. Quando foi altura de descer, os ventos laterais trouxeram alguns arrepios, obrigando a atenções redobradas.
A dureza da subida, a imponência da montanha, o nevoeiro que ora aparecia ora desaparecia, o som dos trovões e do vento, tudo conjugado trouxe a este passeio, mais do que dificuldades, uma sensação incrível de satisfação, por ali estar sozinho, com a minha bicicleta! :)
E se algum dos meus 4 leitores já chegou até aqui, deve estar a estranhar a conversa acima da Brooks ter-me emprestado um selim. Pois... é verdade. Foi apenas um devaneio megalómano. A história verdadeira é outra:
Dirigi-me à loja da Veloculture e expliquei o meu interesse pelo selim e, quando eu esperava apenas a possibilidade de um micro-teste, ali na rua ali em frente à loja, fui surpreendido com um simples: "Aqui está. Podes levar. Trá-lo daqui a uns dias". Assim. Sem outras complicações!
Podem até não ter vendido um selim (ainda não me decidi) mas é certo que logo naquele instante conquistaram, ainda mais, a minha admiração. E por isso, mais do que o negócio de um selim, ganharam um cliente! Grande Veloculture!! :)
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Ouch!
clic, clic, clic...
Era este o som que a bicla fazia quando punha a mudança no carreto mais leve.
Estava na hora de uma afinação, pensava eu. Mas em vez de lhe dar a devida atenção, fui adiando a revisão e continuava a pedalar, optando simplesmente por evitar usar aquela mudança.
E assim andou a bicla, uns 100 ou 150 km's, até que hoje, aconteceu isto:
O resultado?
2 raios partidos, drop out empenado, e a guia da corrente no tensor (não sei o nome exacto da peça) empenada!
E assim, à bruta, se aprende a dar razão (e atenção) aos materiais!...
Agora vou ali pegar nas ferramentas e arranjar esta trapalhada...
Era este o som que a bicla fazia quando punha a mudança no carreto mais leve.
Estava na hora de uma afinação, pensava eu. Mas em vez de lhe dar a devida atenção, fui adiando a revisão e continuava a pedalar, optando simplesmente por evitar usar aquela mudança.
E assim andou a bicla, uns 100 ou 150 km's, até que hoje, aconteceu isto:
Ouch!! :(
O "clic, clic" afinal não era só a corrente a não querer mudar de carreto. Era a exterminadade do tensor a roçar nos raios...O resultado?
2 raios partidos, drop out empenado, e a guia da corrente no tensor (não sei o nome exacto da peça) empenada!
E assim, à bruta, se aprende a dar razão (e atenção) aos materiais!...
Agora vou ali pegar nas ferramentas e arranjar esta trapalhada...
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