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domingo, 10 de novembro de 2013

Pequenas modificações na Quipplan

Fiz algumas modificações na Quipplan. Coisas simples mas que se revelam uteís e capazes de tornar a utilização da bicla mais agradável. Deixo aqui uma descrição para o caso de interessar a outros utilizadores. As modificações foram as seguintes:

1 - A utilização de um velcro para manter a bicicleta dobrada, revelou-se desde cedo um sistema pouco prático e nada eficaz. Resolvi por isso instalar o sistema de íman da Dahon, aproveitando esses encaixes que já tinha usado na minha antiga bicicleta dobrável (uma B´twin Hopton 5). Como a Quipplan não tem as furações para esses elementos de encaixe, usei os apoios do guarda-lamas e umas pequenas extensões metálicas, que depois de limadas para ficarem com o diâmetro certo, permitem colocar cada uma das duas peças no local exacto. Uma transformação simples que torna o processo de dobrar/desdobrar mais rápido, e mais eficaz.
E porque uma imagem pode ser mais esclarecedora que muitas palavras, aqui ficam as fotos:


Com a bicicleta assim dobrada consigo empurra-la como se fosse um carrinho, inclinando-a um pouco e empurrando-a pelo selim (que mantenho um pouco mais alto). Quando usava o sistema antigo, ao aplicar o velcro nas rodas não conseguia depois empurra-la desta forma e para aplicar o velcro noutras partes (no garfo por exemplo), como podem ver pela imagem não havia muito espaço e tornava-se complicado garantir que ele ficava com a tensão suficiente para a bicicleta não abrir sozinha.



2 - Após os primeiros km´s nesta bicicleta comecei a ter algumas dores na região lombar, devido à posição de condução. Este desconforto pode não surgir noutros utilizadores dado que depende da altura de cada um e da sua flexibilidade.
O problema foi resolvido trocando a coluna de direcção original por outra maior (ajustável).
Esta modificação aumentou muito o conforto da bicicleta e não voltei a ter as mesmas dores.
Conduzir com um guiador mais alto transmite logo uma sensação de maior descontracção, causando em contrapartida alguma perda na rentabilidade da pedalada. Se me apetecer rolar mais rápido, numa posição mais aerodinâmica, posso muito facilmente baixar um pouco a direcção.
Infelizmente, o guiador telescópico não tem avanço, o que reduz um pouco a estabilidade da direcção. Mas isso facilmente fica esquecido depois de alguns km´s de habituação. Se pedalar em pé, de forma mais vigorosa, sinto também um pouco de flexão na coluna de direcção, o que não acontecia com a de origem. Mas na condução habitual que faço nesta bicicleta não chego a sentir essa perda de rigidez, por isso esta modificação valeu muito a pena!


3 - Instalei uns extensor de guiador que acho muito ergonómicos e uns pedais de plataforma  que apesar de não serem dobráveis são mais aderentes que os originais.

4 - Coloquei também uma luz extra à frente e atrás, daquelas de leds, porque as luzes de origem, embora eficazes dependem da bateria que também alimenta o motor e não é bom ficar a meio do trajecto sem luzes... Estas luzes não servem para iluminar o caminho, mas pelo menos ajudam a tornar-me visível caso fique sem bateria.  Juntei um kit de ferramentas com câmara de ar, desmontas, chaves várias et voilá. Está pronta!


Um dia destes vou também fazer uns extensores para o guarda-lamas. Sem eles, a protecção que oferecem não é completa. Qualquer coisa como isto:

Fotos emprestadas daqui


Qualquer duvida sobre estas pequenas modificações, perguntem! 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Será que dura?



A electricidade é para mim uma coisa estranha. Parece bruxedo!
Ao contrário do resto dos componentes, se a parte eléctrica da Quipplan decidir dar o berro vou-me sentir incapaz de a reparar...
Resta-me o conforto dos dados do fabricante sobre a longevidade da bateria:
A bateria tem dois anos de garantia, sendo trocada se nesse período baixar dos 80% de capacidade. Indicam também que ao fim de 500 ciclos deverá manter 95% da carga. Ora, 500 ciclos deve dar qualquer coisa como 30000km. São valores tranquilizadores.
Entretanto a bateria do carro pifou. Outra vez. E quem foi em seu socorro? A bicla, claro! :)



Não é um tunning na bicla eléctrica! É o serviço de desempanagem auto. A pedais:)

domingo, 22 de setembro de 2013

Quipplan q10 city - primeiras impressões



Resolvi tornar a minha vida mais "ciclável", e para isso investi na compra de uma Quipplan q10 city, uma bicicleta dobrável com assistência eléctrica.

A informação existente sobre bicicletas com assistência eléctrica, sobretudo na perspectiva dos utilizadores, parece-me ainda escassa. Por isso, vou usar este blog para partilhar a minha experiência com ela.



Comprei esta bicla na "Cenas a Pedal", mais do que uma loja, um projecto feito por gente apaixonada por bicicletas e que procura levar essa paixão a mais pessoas. A Cenas a Pedal, entre outros méritos, traz para o nosso mercado diversas soluções práticas para a utilização das bicicletas e que ainda são por cá pouco comuns. Espreitem aqui a loja on-line.

O aspecto geral da bicicleta é muito agradável. A bateria e o controlador ficam ocultos dentro do quadro e na frente os diversos cabos estão todos unidos sob uma protecção, não criando por isso uma imagem confusa com muitos cabos à solta (o que também se torna mais eficaz na altura de dobrar a bicicleta para impedir que algum cabo fique preso). São pequenos detalhes que indiciam o cuidado com que a bicicleta foi concebida.



Da lista de componentes destaca-se o cubo traseiro, shimano nexus, com 8 velocidades.
Este cubo permite uma amplitude de mudanças muito grande, suficiente para usar a bicicleta sem dificuldades de maior, em qualquer piso, mesmo sem recorrer ao apoio eléctrico. O escalonamento das mudanças parece-me ideal.
O cubo de mudanças internas tem-se revelado uma maravilha no dia-a-dia. Torna a passagem de mudanças mais fácil, permite trocar de mudanças com a bicla parada, não requer tanta manutenção como um desviador e numa dobrável tem ainda a vantagem de não ter ali o apêndice do desviador pendurado, pronto a atrapalhar quando a bicla vai dobrada, por exemplo. 


Os travões (tektro) são ergonómicos e bastante doseáveis. Os pneus têm boa aderência. São macios e favorecem mais o conforto e a segurança do que o rendimento da pedalada.
O selim tem-se revelado confortável. A pedaleira e os cranks têm bom aspecto e parecem estar lá para durar.
Há no entanto alguns detalhes que não me agradaram, nomeadamente a pouca aderência dos pedais, entretanto já substituídos, e o formato pouco ergonómico dos punhos.

A bicicleta tem um comportamento muito bom. É surpreendentemente estável (muito mais do que outras dobráveis que já havia experimentado - hoptown; dahon´s e bromptons) e simultanemente ágil e manobrável. Todo o conjunto transmite uma agradável sensação de robustez e precisão.

(a estabilidade é surpreendente para uma roda 20´. Tanto que nem me apercebi que ia a 58km/h :p ...)

Na balança, acusa 17kg. É um valor muito bom, considerando que é um modelo com assistência eléctrica, onde é comum as bicicletas atingirem 22kg ou mais (por ex: a nova btwin eléctrica, também uma dobrável de roda 20´,  pesa 23kg). Ah... e só o cubo nexus 8v pesa 1.6kg. Ou seja, esta bicicleta, com assitencia electrica, tem o mesmo peso que a minha outra bicla urbana (qualquer dia farei uma posta sobre esta)... Portanto quando a bateria acaba, continua a ser uma bicicleta suficientemente capaz de cumprir o seu serviço!

O sistema de dobragem é simples e os apertos de boa construção, tornando a sua utilização fácil e agradável e dando alguma confiança em termos de durabilidade. Só é pena o sistema proposto para fixar a parte traseira à da frente quando a bicicleta está dobrada: uma fita de velcro!! Não é prático para usar no dia-a-dia. Um detalhe que não se coaduna com a qualidade, e o preço, da bicicleta. Vou resolver isso adaptando o sistema de imãs das Dahon (já tinha aplicado esse sistema na hoptown).

 (foto do site quipplan-mobility.com)

Uma vez dobrada, a bicicleta mede 80x65x45cm. Pesando 17kg, não é uma bicicleta fácil de transportar à mão. Não é ultra-compacta como outras, mas chega para caber na bagageira do carro, num cantinho do comboio ou autocarro, arrumada debaixo de uma secretária, ou até enfiar dentro do carrinho de compras do supermercado!

Sobre a assistência eléctrica:
Estou encantado!! É uma maravilha! :) Muito útil para ultrapassar as subidas mais íngremes e sobretudo com muito menos esforço! Imaginem subir a Avenida Infante Santo, sempre a rolar como se fosse uma zona plana ;).

Um percurso que antes fazia em 45 minutos, agora faço em 35 minutos e com muito menos esforço!! Nestes dias de muito calor, a assistencia eléctrica tem sido uma excelente ajuda para não ficar transpirado. Esta pequena diferença tem-me levado a usar muito mais vezes a bicicleta!

Sendo uma "pedelc", a assitencia eléctrica é accionada com o próprio movimento dos pedais. Ou seja, continua a ser necessário pedalar, e ainda bem! A sensação por isso, não deixa de ser a mesma de uma bicicleta convencional, simplesmente, se assim o quisermos, contamos com um "empurrãozinho", limitado aos 25km/h, por imposição legal.


Agora a questão da autonomia:
A marca anuncia uma autonomia de 50; 75; ou 100km consoante o nível de assistência escolhida. Apesar de apresentar vários testes, tornando esta informação a mais precisa que já encontrei comparando com outros modelos, a minha experiencia é menos optimista...

Para já, ao fim de apenas 200km de uso, parece-me que a autonomia real, para o percurso que eu faço, se situa entre os 40 e os 60km. Menos que o anunciado, mas ainda assim suficiente para as deslocações diárias (27km mínimo). Mas já percebi que estes valores variam muito consoante o percurso e o nível de assistencia escolhida. Por isso, voltarei a este assunto da autonomia mais tarde, quando tiver mais dados para partilhar...

A bicicleta custou 1500€. Um valor que espero justificar usando-a muito!!!

Para já vou ficar por aqui... Mais tarde voltarei a completar esta análise à Quipplan. Se entretanto tiverem alguma dúvida, é só perguntar.