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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Poema a pedal

Uma delicia, este poema de  Eduardo Polo, ilustrado por Serge Bloch:


 
"A Bicicleta

A bici segue a cleta
por uma ave sempre nida
e uma cor toca a sua neta...
Que canção tão perseguida!

A carrua segue a gem
pela esta quase ção
como o vai segue o vém
e o Outono o seu Verão

atrás do hori vai o zonte
atrás do ele vai o fante,
correm juntos pelo monte
e às vezes mais adiante.

Além vai o coração
no avião que ali vês
e com ele vai a canção
escrita em portu muito guês."

O livro onde encontram esta, e outras, pérolas é "O Tigre na Rua e outros poemas", editado pela Bruaá. A comprar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Suporte de parede

Precisava de um suporte de bicicleta para arrumar a Batavus.
Na arrecadação tenho dois suportes, daqueles vulgares, onde se penduram duas bicicletas. Mas desta vez queria uma coisa diferente. Como esta bicla fica dentro de casa, queria uma coisa mais bonita. Fui pesquisar e encontrei muitos suportes com design interessantes. Bonitos e funcionais, mas também geralmente caros. Decidi por isso fazer um e pensei fazê-lo em madeira. Não é difícil e na Internet encontramos várias ideias.
E foi enquanto pesquisava na net que encontrei um tipo de suporte diferente e original, feito com peças de bicicleta. Gostei da ideia, e no baú das tralhas tinha disponíveis um avanço, e fitas de guiador. Na ausência destas podia também ter usado uma câmara de ar velha.
Ficava só a faltar o guiador e uma ferragem apropriada para o afixar na parede. O guiador foi-me simpaticamente cedido pelo Pedro. Obrigado! ;)
Quanto à peça para o fixar na parede, não encontrei uma ferragem como a que aparece aqui, mas safei-me com um apoio/pé de mesa. É suficientemente forte para aguentar o peso e a medida interior à conta para um avanço de 1´1/8. Nice! :)
Ficou assim:




O custo foi apenas dos parafusos, buchas e o apoio da mesa. Qualquer coisa como 2€ +/-
E o gozo de fazer as coisas com as nossas próprias mãos dá-lhe um toque ainda mais especial. 
Ideias para suportes originais aqui:
http://www.brit.co/bike-racks/

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Ruído


O ruído das cidades é uma agressão constante, que muitos de nós sofremos sem termos uma real consciência dela. A nossa mente, tende a direccionar a nossa atenção para os estímulos que são novos, e tudo o resto que está à nossa volta vai sendo automaticamente passado para segundo plano. Por fim, deixamos de reparar no ruído. Mas ele está lá, corroendo dissimuladamente o nosso bem-estar.

Conseguem imaginar uma cidade sem ruído? Refiro-me ao ruído e não ao som da vida nas ruas, do próprio rebuliço, que também lhe dá encanto.  Conseguem imaginar o quanto os vossos dias seriam mais belos? Este vídeo ajuda a passar essa perspectiva:



Mas por muito interessante que seja um vídeo, nada como a vida real! Façam a experiência. Parem. Tomem consciência do som à vossa volta. Seja no meio do caos ou num oásis de tranquilidade. Não seria bom? Então façam como ensinou o Ghandi, sejam a mudança!



P.S. - Enquanto  escrevo esta posta, ouço vindo lá de baixo, rompendo o ruído do trânsito, a melodia de um amolador! Nem tudo está perdido! :)



 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Por uma ciclovia entre Alfragide e Lisboa!

Sendo um utilizador regular da bicicleta na cidade, o tema da mobilidade interessa-me muito! Quando a conversa puxa para aí, lá estou eu a defender o lugar das bicicletas e o seu potencial transformador. São máquinas fantásticas, de uma eficiência incomparável, e capazes de ser uma resposta simulaneamente prática e prazerosa, para muitas das nossas necessidades.
Nestas conversas, raramente me ouvem falar de ciclovias. Costumo até brincar dizendo que as há por todo o lado: São pretas e com faixas brancas. Procuro assim surpreender e contrariar os argumentos habituais do tipo "ah e tal, eu também fazia o que fazes (usar a bicicleta no dia-a-dia) se houvessem mais ciclovias". A verdade é que para além das sempre faladas ciclovias, existem muitas outras formas de promover o uso da bicicleta, nomeadamente medidas de acalmia e redução do tráfego automóvel. Não sou por isso adepto da segregação das bicicletas. Elas fazem parte do transito e o que faz falta é criar condições para a sã convivência dos vários modos de transporte.
Resumindo, é difícil ouvirem-me reivindicar uma ciclovia. Mais depressa, e faço-o muitas vezes, aponto as baterias noutras direcções. Mas, claro está, as ciclovias também têm as suas vantagens e há situações que as exigem.
No meu commuting habitual, entre Algés e Lisboa, uso uma das poucas ciclovias de Lisboa que considero realmente essencial e até bem construída (apesar das sistemáticas inundações a que está sujeita) - a ciclovia que liga a zona de pina-manique ao bairro da liberdade, paralela à "radial de Benfica". Essa ciclovia é uma porta de acesso à cidade muito importante e essencial para vários utilizadores. Sem ela, teria que fazer um circuito bem maior e por zonas mais perigosas em termos de transito. O problema é que entre a zona de Pina-Manique e a Decathlon de Alfragide a coisa muda radicalmente de figura. Esse troço apresenta vários perigos, nomeadamente um transito habitualmente rápido demais, condutores que não respeitam a distancia de segurança para com os utilizadores de bicicletas, curvas apertadas e com pouca visibilidade e zonas sem qualquer iluminação. Refiro-me a esta zona:
 
Foto "emprestada" daqui

Dadas as características daquele trajeto urge fazer algumas mudanças, nomeadamente:
1 - Ligar os candeeiros!!!!
2 - Tomar medidas para reduzir a velocidade do trânsito automóvel (lombas, radares, sinalização, fiscalização)
3 - Construir uma ciclovia.
Sim, é verdade! Ali, também eu, defendo a criação de uma ciclovia.
Digo, também eu, por dois motivos:
1 - O primeiro é que, como já expliquei, não é fácil defender esta solução por preferir habitualmente medidas que promovam a inclusão da bicicleta no restante trânsito e não a sua segregação (há muita informação na net defendendo esta estratégia). Logo, se defendo a existência de uma ciclovia é porque há uma razão muito forte para isso! E aqui há duas: A segurança de quem usa aquela percurso, e o potencial estratégico do mesmo, por ligar zonas residenciais à ciclovia da radial de benfica.
2 - Porque não sou o único! Há outros utilizadores de bicicleta que vêm apontando o mesmo, também fruto da sua experiência. Mas há também muitas outras pessoas, certamente muitas das que ficam engarrafadas nos seus carros nessa mesma estrada, que passarão a usar a bicicleta quando essa obra for feita.
A verdade é que para quem dá os primeiros passos, ou as primeiras pedaladas de bicicleta na cidade, as ciclovias representam um incentivo muito importante.
A possibilidade de ligar o Parque de Campismo é também um objectivo a não descurar. Há uns meses encontrei um casal de reformados holandeses, em Turismo por Lisboa, que saiam do Parque de Campismo e estavam ali naquela estrada assustados e perdidos. Escoltei-os até ao inicio da ciclovia em Pina-Manique e dali seguiram para explorar o resto da cidade. Confesso que nesse momento me envergonhou o atraso do nosso país nesta matéria...
Por tudo isto, gostava mesmo que fosse construída uma ciclovia no troço Alfragide-Lisboa. Naturalmente que seria interessante e faz todo o sentido que a mesma depois siga em direcção a Algés, mas julgo que o primeiro troço é prioritário e essencial por questões de segurança!
Acrescento ainda que isto de reivindicar ciclovias não é um capricho! Não se tratam de exigências vãs. Em primeiro lugar, esta necessidade prende-se com segurança dos utilizadores daquela estrada! Mas já agora, convém relembrar que o uso da bicicleta no dia-a-dia interessa a todos! Até aos que não prescindem do carro. Reparem: Em cada mês percorro cerca de 300km nas minhas deslocações casa-trabalho-casa. Isso tem um impacto imenso na minha qualidade de vida, nomeadamente no meu bem-estar físico e psíquico. Mas não só. Representa também menos um carro a engarrafar os restantes, a ocupar um espaço de estacionamento, a emitir poluição atmosférica e sonora, a contribuir para a importação de combustíveis fósseis. Ah... e tal como vários estudos apontam, a utilização regular da bicicleta promove uma maior eficácia laboral e a redução no número de baixas médicas. Por isso é que há países europeus onde as empresas pagam aos seus funcionários para usarem a bicicleta. Porque sabem que no final, ficam a ganhar! Por cá, pedalamos ainda muitas vezes contra a corrente... mas a maré está a mudar, e é altura de construir esta ciclovia.


Nota:
Este tópico surge na sequência da iniciativa do autor deste blog, a propósito da necessidade de construção desta ciclovia. Recomendo a leitura do, muito detalhado,  estudo que ele fez sobre este assunto. Nuro, bem haja a tua iniciativa! Espero que se crie uma massa crítica capaz de fazer avançar esta obra que interessa a todos! Vamos a isto! Quem se quiser associar, começe por deixar aqui o seu manifesto e junta-se à causa.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Um passeio épico e um teste ao Brooks C17

Acordei com as rajadas de vento e a chuva a fustigarem a janela. Por breves instantes pensei em desistir do passeio de bicicleta que tinha previsto para aquele domingo de manhã. Só por breves instantes. O temporal persistia e não dava sinais de alivio mas a vontade de pedalar foi mais forte!
O passeio em si, já era razão mais do que suficiente para sair do conforto das mantas, mas desta vez tinha também uma motivação extra.

  
Cambium C17 - versão de teste. Diz que é bom, que não é só Marketing. A verdade é mais complexa...

Os Srs. da Brooks, depois de terem tomado conhecimento do meu interesse pelo Cambium C17, e reconhecendo o impacto mediático que o biclasblog tem no universo dos apaixonados por bicicletas, enviaram-me um selim de teste para que eu o pudesse experimentar e aqui publicar a respectiva análise. Estiveram bem! A única possibilidade na minha agenda para corresponder a este simpático pedido era exactamente aquela manhã de tempestade...
E assim, equipado a rigor, fiz-me à estrada!
Rapidamente o vestuário "impermeável" demonstrou que esse conceito, quando aplicado à roupa, é muito limitado!! Felizmente que no caso de um selim as coisas são mais simples e o termo "impermeável" do C17 assenta-lhe bem, sem falhas. Ao contrário dos outros selins brooks, este é o primeiro selim impermeável e cujo conforto é prometido desde a primeira utilização, sem ser necessário um período para ele se moldar ao nosso corpo. Apesar disto, a minha expectativa para o passeio era naquela altura muito baixa. Porque? Porque antes de o montar na Masil, andei com ele na Quipplan... e que martírio!! Para minha grande surpresa, e devo dizer até desilusão, os primeiros km´s não foram de conforto, mas de sofrimento! O selim era demasiado duro, fazendo demasiada pressão nos "sit bones" (desculpem lá mas não sei o nome deles em Português). Por outro lado, sentia algum amortecimento proporcionado pela borracha de que ele é feito e o formato na frente é o ideal, não interferindo com o movimento das pernas. Coisa pouca, que não chegava para fazer esquecer o desconforto. Mas a minha intenção para este selim é de o usar numa bicicleta randonneur que estou a pensar montar, por isso achei que devia fazer um teste na Masil para ver como era o feeling dele numa bicicleta com outra geometria e usando uns calções de ciclismo.
Não sendo a expectativa boa, cheguei a pensar nem trocar o selim da Masil para não arruinar o passeio... Mas pronto, lá resolvi arriscar e montei o Brooks na Masil. Surpresa das surpresas, ao contrário da experiência na Quipplan, na Masil, o Cambium teve um desempenho muito bom! Manteve as boas caracteristicas de amortecimento e ergonomia da frente mas com a diferença de não massacrar os sit bones. Quase não senti pressão nenhuma! Como? Bom, a posição de condução é diferente e os calções terão também ajudado. Em 3h30 de passeio o balanço foi positivo, ainda que alguma dureza se mantivesse e esteja por isso na dúvida de como será em passeios maiores... E isso é importante porque a ideia é mesmo arranjar uma selim (e uma bicicleta) confortável para voltar a fazer passeios longos, nomeadamente brevets randonneur.


Já o resto da bicicleta não me proporcionou o mesmo conforto. Os 65km na Masil chegaram para ficar moído, recordando-me a razão pela busca de uma bicicleta mais confortável.
Portanto, sobre o brooks, basicamente ainda não me decidi! Se fosse para usar numa bicicleta com uma posição vertical, claramente não! Para a bicicleta que tenho em vista, a resposta é ainda um "talvez". Tudo isto levou-me a pesquisar um bocado na internet e a perceber que a escolha de um selim depende mais da forma como ele se adapta ao nosso corpo e à utilização pretendida do que simplesmente uma avaliação se o selim "é bom" ou "é mau".

Quanto ao passeio, não foi fácil chegar ao cimo do Montejunto. A relação mais leve da Masil (39-23) estava claramente desajustada para o que as minhas pernas pediam! Como se não bastasse, as rajadas de vento fortíssimas, e de frente, tornaram a conquista do topo ainda mais dura, mas também por isso mais desejada. Quando foi altura de descer, os ventos laterais trouxeram alguns arrepios, obrigando a atenções redobradas.


A dureza da subida, a imponência da montanha, o nevoeiro que ora aparecia ora desaparecia, o som dos trovões e do vento, tudo conjugado trouxe a este passeio, mais do que dificuldades, uma sensação incrível de satisfação, por ali estar sozinho, com a minha bicicleta! :)

E se algum dos meus 4 leitores já chegou até aqui, deve estar a estranhar a conversa acima da Brooks ter-me emprestado um selim. Pois... é verdade. Foi apenas um devaneio megalómano. A história verdadeira é outra:
Dirigi-me à loja da Veloculture e expliquei o meu interesse pelo selim e, quando eu esperava apenas a possibilidade de um micro-teste, ali na rua ali em frente à loja, fui surpreendido com um simples: "Aqui está. Podes levar. Trá-lo daqui a uns dias". Assim. Sem outras complicações!
Podem até não ter vendido um selim (ainda não me decidi) mas é certo que logo naquele instante conquistaram, ainda mais, a minha admiração. E por isso, mais do que o negócio de um selim, ganharam um cliente! Grande Veloculture!! :)


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Um commuting diferente

Foi hoje! Eu já andava a estranhar a demora... Depois de cerca de 5 a 6 mil km´s de commuting a pedal, o primeiro furo. E a comprovar as Leis de Murphy, aconteceu num dos raros dias em que não tinha comigo o "kit de autonomia" completo. Tinha os desmontas, os remendos, a chave para desmontar a roda e até uma câmara de ar nova, mas faltava a bomba!
Mas há sempre solução. Neste caso, tinha várias hipóteses: iniciar a troca de câmara de ar e ficar à espera que passasse alguém com uma bomba; aproveitar o facto da bicla ser dobrável e fazer o resto do percurso com ela de autocarro ou de taxi; chamar o Bicycle Repair Man; ou fazer o resto do caminho a pé. Optei por esta última e estranhamente não perdi tanto tempo quanto imaginava.

Para os que pedalam em Lx, o bicycle repair man não é apenas uma piada! É clicar aqui para saber mais.

A meio do dia lá reparei o furo e fui com a roda até uma oficina para encher o pneu. Afinal de contas, foi simples. Se tivesse uma avaria no carro seria sempre mais complicado/demorado para resolver.
Mas as tropelias do dia não ficaram por aqui... Foi a primeira vez que saquei fora a roda traseira da quipplan e como não conhecia bem o sistema do cubo nexus, montei aquilo mal ficando com a bicicleta "engatada" na 1ª velocidade... raios... Pedalava vertiginosamente e não passava dos 15km/h!! Ainda assim, era o suficiente para ultrapassar os carros parados nos habituais engarrafamentos de fim de dia. Bizarro, cómico, frustrante, desesperante, serve qualquer um dos adjectivos, dependendo do estado de espírito e do ponto de vista (o meu ou o dos condutores presos no trânsito).
Para ajudar (mesmo! não é ironia!) chovia. Era daquela chuva miudinha que não incomoda nada, apenas ajuda a tornar o trajecto mais saboroso. E à pala da limitação de velocidade ganhei mais uns minutos de diversão. Se fosse de carro, mesmo que ele não avariasse, teria sido tudo bem mais demorado. E stressante...
Vivam as biclas!!! :)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Férias a pedal

Fui com a minha família passar uns dias de férias ao Algarve.
Os dias arrastaram-se vagarosamente, de chinelo no pé, sem relógios nem compromissos...
O carro serviu para lá chegar e para regressar. Enquanto lá estávamos, todas as nossas deslocações foram feitas a pé ou de bicicleta.



Essa opção teve uma grande importância na qualidade dos dias que passámos!
Livres dos engarrafamentos, das dificuldades para estacionar, e do sentimento de desconexão com o mundo exterior que o carro suscita, pouco a pouco, deixámo-nos impregnar pelo ritmo das biclas.

Movemo-nos com a energia do nosso corpo. E isso, em vez de nos consumir, revigora-nos!
De bicla, sentimos o caminho e tudo o que nos rodeia com proximidade. Cada cheiro, cada brisa, cada cor, cada som... De bicla não nos sentimos desligados do mundo. Sentimos que fazemos parte dele!



O meu filhote adora pedalar mas por vezes precisa de uma ajudinha, e para isso usámos o trailgator, uma solução excelente!!
As tralhas também não foram um problema... Comida, roupas, bola de futebol, brinquedos de praia, prancha de bodyboard, chapéu de sol, cadeados das biclas, tudo foi facilmente transportável nas bicicletas.
Não podia ser mais simples... nem mais divertido! :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pneu velho, cinto novo!

O que fazer com os pneus usados das nossas bicicletas? Dar-lhes uma nova vida, claro! :)
 

É isso que faz o João, criador da marca "Rebusca", também ele entusiasta das bicicletas. Conheci-o numa pequena banca onde ele apresentava os seus produtos.
Utilizando pneus e câmaras de ar usados, ele faz cintos, carteiras e pulseiras. Uma excelente ideia! Eu não resisti e acabei por comprar o cinto que vêem na foto. Um bom pneu, só pode resultar num bom cinto...
Parece que ele tem uma loja em Lisboa, ali para os lados de Santa Apolónia. Um dia destes vou lá visitá-lo e levo comigo alguns pneus velhos que tenho guardados para com eles criarmos qualquer coisa nova. :)
Para quem estiver interessado, aqui ficam os contactos da "Rebusca": 96 1474 301 / rebusca@gmx.com


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Código da Estrada, sim. E o bom senso?

O aparecimento de mais bicicletas nas estradas e o novo código da estrada têm suscitado muitos debates acerca do lugar dos ciclistas e a necessidade destes cumprirem algumas regras.
Por vezes nesses debates o simples bom senso é algo escasso, para não dizer, ausente.

Sim, eu sei que as leis são "as leis" e são para cumprir. Mas o que seria de nós, individual e colectivamente, se simplesmente abdicássemos do nosso bom senso?

Há situações em que, conscientemente, não cumpro o código da estrada. E faço-o para minha segurança. Por exemplo, ao circular numa faixa bus quando a alternativa legal me empurra para uma via mais à esquerda onde o trânsito circula frequentemente em excesso de velocidade.


A propósito deste tema, do cumprimento cego das leis, partilho aqui um divertido e esclarecedor vídeo:


Nota: o nosso código da estrada não obriga os ciclistas a circularem na ciclovia!

domingo, 8 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Bambucicleta

Rolava descontraído, no meu commuting diário, quando subitamente vi algo que prendeu a minha atenção! Estacionada junto à ciclovia da Av. Duque de Ávila estava uma bicicleta em bambu!!
Parei para apreciar a bicicleta e fiquei simplesmente maravilhado. Das biclas mais lindas que já vi!
Era uma fixed gear, o que contribui para a sua beleza. Mas obviamente que o interesse maior estava no material incomum. Os tons de castanho e as linhas e marcas do bambu, conferem-lhe uma identidade inimitável.
Os detalhes nas uniões das canas denotavam a qualidade da construção.

Foto retirada do site artbikebamboo/facebook
 
O dono da bicicleta, estava ali a poucos metros e fiquei a saber que ele próprio havia construído aquela bicla. Para além da sua paixão pelas biclas deu para sentir a sua enorme simpatia e "boa onda".
Visitando a página do facebook "Art Bike Bamboo"fiquei a perceber todo o carinho, cuidado e respeito pela natureza com que cada bicla é construída.
Quando uma bicicleta é construída assim, o resultado não podia ser melhor!
Viva a Art Bike Bamboo! :)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Voltar a pedalar

Passei o ultimo mês sem pegar na(s) bicicleta(s)! :(
A pausa, forçada, começou  quando numa bela manhã, ao levantar-me, fiquei subitamente "petrificado" com dores nas costas/zona lombar. Daquelas que surgem do nada e que levam tempo a passar...
Agora, devagarinho, vou retomando as pedaladas e saboreando cada km.
As pernas acusam a falta de treino, mas nada que seja impeditivo de me deslocar de bicla no meu dia-a-dia. Afinal de contas, a vida não é (ou não devia ser!) uma corrida.



Mesmo devagarinho, de Campolide a Algés, levei cerca de 35 min para regressar a casa depois do trabalho. 35 minutos de puro prazer! Enquanto isso, o  resto do trânsito estava absolutamente caótico.
Filas intermináveis de carros, muitas buzinadelas e muito stress. Pelo panorama, para fazer o mesmo percurso de carro teria demorado mais de uma hora.
Estou feliz por poder voltar a pedalar :)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Trail-Gator - passaporte para a aventura!


Fazer aqueles trilhos de Monsanto nunca foi tão divertido, apesar do esforço extra que sentia nas pernas. Atrás de mim, o meu filhote ria às gargalhadas e cantava canções de improviso, enquanto eu o rebocava na sua "bike pirata".
Passados poucos km´s, rolávamos já junto ao rio e maravilhavamo-nos com o sol radioso e o cenário dos barcos à vela na foz do Tejo.
 

Este foi o nosso primeiro passeio usando o Trail-Gator, uma solução simples e eficaz para aumentar o raio de acção das nossas aventuras . Com esta engenhoca, posso rebocar o Gui quando ele está cansado e rapidamente voltar a desatrelar a bicicleta dele, para que possa voltar a pedalar sozinho.


Ainda sobre o trail-gator, resta dizer que instalar o gingarelho foi um bocado mais trabalhoso que o previsto, porque o sistema não é compatível com travões de cantilever. O fabricante diz que se pode instalar um kit de adaptação mas o desenho da peça não me convenceu e foi mais eficaz trocar por uns simples "v-brakes". Mas após as necessárias adaptações e montados os encaixes nas duas bicicletas, utilizar este acessório está a revelar-se simples e prático.


No final do passeio, quando disse ao Gui que fizémos 7km, ele disse logo que da próxima temos que ir ainda mais longe. "Podem ser 20, papá? e 30km, vamos até aonde?"... Isto promete! :)

domingo, 16 de março de 2014

Phoenix

Há algum tempo atrás, um vizinho ofereceu-me uma bicicleta que estava parada há anos numa arrecadação. O estado dela era desolador... :(


Rapidamente, dei-lhe uma limpeza, uma afinação rápida, e estrada com ela!
Passados alguns km´s, a velhinha Cresta, queixava-se do eixo pedaleiro e da roda traseira.

Estava na altura de uma revisão profunda. Era um desafio novo. Uma oportunidade para sujar as mãos, aprender um pouco mais de mecânica e divertir-me! Querendo fazer as coisas bem, foi também preciso treinar um pouco a paciência e contrariar a impulsividade que me sugeria atalhos contrários ao espírito mais cuidadoso que quis colocar nesta recuperação.

Desmontei cuidadosamente todas as peças e analisei-as até perceber exactamente o papel de cada uma. Algumas precisaram de ser subsituidas, outras apenas limpas. E depois deste trabalho demorado, foi muito graficante ver uma bicicleta até à pouco tempo abandonada, voltar a ganhar cor e vida!

E aqui está ela:





Neste momento está a rolar "single-speed", aproveitando uma roda que um amigo me deu. Nos próximos tempos irei fazer a manutenção ao cubo traseiro de origem (Sachs Orbit, com 2 mudanças internas) e talvez o volte a montar. Já espreitei para o mecanismo do cubo e é espectacular! Um pouco complexo, como um relógio, mas por isso mesmo, muito interessante... avizinham-se mais horas de diversão ;)

Se tiverem por aí uma bicicleta a precisar de carinho, não se acanhem! A mecânica de bicicletas é uma coisa acessível! O youtube está carregado de vídeos esclarecedores. As ciclo-oficinas também podem dar uma ajuda.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Qualidade do ar e biclas

Gosto quando começo o dia a pedalar e sinto o ar frio e limpo a inundar-me os pulmões!


Mas infelizmente, nem sempre é assim.

A qualidade do ar de Lisboa  é má e até já me cruzei com um ciclista que usava uma máscara de protecção contra o fumo. Foi uma imagem um pouco assustadora. Gosto de encarar a bicicleta como algo natural, simples e confortável, por isso não me convenceu essa "solução"... Em alternativa, tenho-me limitado a alguns treinos de apneia, quando me cruzo com veículos mais poluentes.

Entretanto, encontrei este artigo, cuja leitura me tranquilizou. Nele são referidos estudos onde sobressai o balanço positivo em termos de benefícios para a saúde, por usar a bicicleta, mesmo em meio urbano. No artigo é também explicada a razão de estarmos menos expostos à poluição atmosférica nos dias mais frios e nos períodos da manhã e da tarde. Sugiro a sua leitura a quem se interesse pelo assunto.

E se optarmos por usar a bicicleta estamos a contribuir para um ar mais limpo. Para todos! Mais uma razão para os automobilistas agradecerem a quem circula de bicicleta na estrada... ;)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pedalar à chuva é fixe!

"Deve ser complicado andar de bicicleta com chuva, não?" - Ultimamente tenho ouvido muito esta pergunta.
Sinceramente, complicado é andar (ou melhor, ficar parado!) no trânsito que é ainda mais caótico nos dias de chuva!!!
Hoje à noite, no regresso a casa, abateu-se sobre mim uma chuvada valente... e adorei!
Usando o equipamento adequado (um casaco impermeável, luvas, protecção de calças e sapatos) não há problema nenhum! É uma sensação espectacular pedalar com chuva, sobretudo à noite após um dia de trabalho. Sério! Experimentem!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ciclistas são como os cavalos! :)

Caros automobilistas,
Tenham maneiras. Agradeço que na estrada me tratem como um cavalo!


 É só abrandar, ter cuidado e dar espaço.
Obrigado :)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mais uma Sexta de Bicicleta

Foi mais uma "sexta de bicicleta". Mas esta não foi igual às outras.
Depois de uma monumental "granizada", Lisboa ficou coberta de branco.
Um espectáculo bonito e desafiante para quem optou por rolar naquele tapete de gelo.
E pelas marcas, não fui o único.



O trajecto até estava a correr bem... Pouco chovia, o cenário era lindo e o gelo propiciava uns deslizes engraçados. A coisa mudou de figura quando pela frente me deparei com isto:


Voltar para trás era uma opção difícil naquele ponto do trajecto, vai daí resolvi tentar a travessia...
A meio do "lago" deparo-me com uma barreira de gelo!! A roda da frente ia abrindo caminho como se fosse um barco quebra gelo. Espectáculo, pensava eu! Mas a velocidade, que já era naturalmente lenta, foi reduzindo e quando completava as pedaladas os pés começavam a ficar submersos.
Subitamente, sinto um obstáculo e não consegui evitar uma paragem completa da bicla, que me obrigou a por o pé no chão. As botas, apesar de impermeáveis, obviamente sucumbiram.
Pelo menos tinha uma muda de meias e calças na mochila e a possibilidade de secar as botas quando chegasse ao trabalho. Se tivesse com outra bike teria continuado, mas estando a usar a eléctrica achei melhor inverter a marcha.
A solução foi passar a bike para o lado da estrada e atravessar junto à berma esquerda da radial de benfica, onde os carros, a conta-gotas iam avançando. E antes de virem os comentários da praxe, de que os ciclistas nunca respeitam as regras de trânsito e que as biclas não podem circular naquela via, reparem que era uma situação de absoluta excepção. O trânsito estava quase cortado e não houve nunca uma situação de perigo nesta opção.


Ultrapassado o lago, pude retomar as pedaladas. Apesar de levar um pé encharcado aproveitei para curtir mais uns deslizes no gelo. :) Mas com cautela que aquilo é traiçoeiro.

  

Portanto, a bicla está aprovada como veículo ideal, mesmo em dias de tempestade. Ah... mas da próxima levo um par de sapatos extra na bagagem ;)
Ao longo do dia, ainda usei a bicicleta para outras deslocações. Chuva com fartura, mas como ouvi dizer: "não há mau tempo, apenas mau equipamento".

domingo, 5 de janeiro de 2014

Mudou o código da estrada. Falta mudar os comportamentos!




O novo código da estrada, em vigor desde 1 Janeiro, trouxe mudanças importantes, das quais destaco a obrigatoriedade dos carros (ou outros veículos) deixarem uma margem de pelo menos 1,5m durante as ultrapassagens às bicicletas.

Trata-se de um importante avanço legislativo mas agora importa sobretudo mudar os comportamentos.

Para isso, e na ausência de campanhas de prevenção rodoviárias, cada ciclista, através de uma acção directa junto dos automobilistas que conhece, pode ter um papel de grande eficácia na sua consciencialização.

Não espero milagres junto dos condutores onde impera a falta de civismo, mas há também muitos outros (espero que a maioria) que conduzem de forma perigosa por pura falta de informação.

Isolados no interior dos seus automóveis, muitos condutores não se apercebem dos riscos inerentes às razias e não compreendem que é mais seguro para o ciclista ocupar um lugar central na via do que circular encostado à berma.

Ninguém melhor do que um utilizador de bicicleta, que sente na pele estas questões, para explicar com eficácia, sobretudo a quem lhe é próximo, estes detalhes que fazem toda a diferença.

Mais difícil, mas também possível, é conseguir explicar a um condutor parado num semáforo que "lá atrás, não devia ter passado tão perto...". Nem sempre consigo a calma necessária para os resultados dessas conversas serem os desejados, mas já houve casos em que fui bem sucedido...

Para saberem mais sobre as alterações ao código da estrada, podem consultar este artigo da MUB.
 
Partilho também este cartaz feito pela DECO e adaptado/corrigido (a azul) pelo Gonçalo Pais:





quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O copo meio cheio


O commuting de hoje foi diferente do habitual. Em vez de pedalar de Algés até Campolide, tive como destino Sacavém, onde passei o dia em formação.
O trajecto, mais longo que o habitual, deu-me oportunidade para experimentar a nova ciclovia que liga Santa Apolónia ao Parque das Nações.
Podia então fazer uma posta crítica, apontando os vários erros desta infraestrutura, mas depois de  percorrer a "ciclovia" entre Belém e o Cais do Sodré, que em vários troços é uma autêntica aberração, a coisa nem pareceu assim tão má.
As falhas estão lá, mas hoje pouco me importaram! Preferi ver o copo meio cheio. Não foi difícil, porque é simplesmente delicioso começar o dia rolando na minha fixed gear tendo o Tejo como cenário e ouvindo o crepitar das folhas caídas debaixo das rodas. Quando as pernas pediam descanso, a batavus impunha o seu ritmo... e assim rolei, rolei e rolei durante 23km tendo o frio e o nevoeiro por companhia. No final do dia, mais 23km! Desta vez o vento estava do contra, mas eu estava em modo "copo meio cheio", e quando assim acontece tudo é mais simples!
Venham mais dias assim! :)