segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pelos caminhos de Portugal...

A branquinha foi morar para casa de familiares em "Pé de Cão", uma aldeia pequenina, daquelas que literalmente nem vêm no mapa, ali para os lados de Tomar.
No último domingo, aproveitando as últimas horas de luz, comecei a explorar com ela um pouco das muitas estradas e caminhos que por ali há para serem descobertas.
Soube bem rolar sozinho e sem destino, sentindo o vento na cara e tendo por companhia o chilrear dos pássaros e o som da roda livre... :)
Gosto destes passeios domingueiros descontraídos! Venham mais! 


domingo, 29 de junho de 2014

A rolar no Ribatejo

Hoje passei o dia a pedalar entre Alenquer e o Vale de Santarém.
Foram 92km de estradas e estradões rolantes, na companhia de dois grandes amigos. Perfeito, portanto!
Esta parte do percurso, junto ao Tejo, foi para mim a mais interessante. Quem quiser fazer um passeio descontraído, sem o incómodo do trânsito automóvel, e numa zona de grande beleza, tem aqui uma excelente opção (clicar no link para ver mapa)!
É só apanharem o comboio até à Azambuja e toca a pedalar! Ah... e não se esqueçam de visitar as Aldeias Avieiras e levar um fato de banho para uns mergulhos no tejo. Na zona da Valada há por lá umas muito apetecíveis praias fluviais. Um farnel para o pic-nic também é capaz de ser boa ideia. ;)
De nada. :)









domingo, 8 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Bambucicleta

Rolava descontraído, no meu commuting diário, quando subitamente vi algo que prendeu a minha atenção! Estacionada junto à ciclovia da Av. Duque de Ávila estava uma bicicleta em bambu!!
Parei para apreciar a bicicleta e fiquei simplesmente maravilhado. Das biclas mais lindas que já vi!
Era uma fixed gear, o que contribui para a sua beleza. Mas obviamente que o interesse maior estava no material incomum. Os tons de castanho e as linhas e marcas do bambu, conferem-lhe uma identidade inimitável.
Os detalhes nas uniões das canas denotavam a qualidade da construção.

Foto retirada do site artbikebamboo/facebook
 
O dono da bicicleta, estava ali a poucos metros e fiquei a saber que ele próprio havia construído aquela bicla. Para além da sua paixão pelas biclas deu para sentir a sua enorme simpatia e "boa onda".
Visitando a página do facebook "Art Bike Bamboo"fiquei a perceber todo o carinho, cuidado e respeito pela natureza com que cada bicla é construída.
Quando uma bicicleta é construída assim, o resultado não podia ser melhor!
Viva a Art Bike Bamboo! :)

domingo, 1 de junho de 2014

1 Junho

Hoje foi dia da criança.
Para mim, foi também dia de andar a brincar na areia.
De bicla, claro!

A bicicleta ajuda-me a manter viva a criança que há em mim! :)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Voltar a pedalar

Passei o ultimo mês sem pegar na(s) bicicleta(s)! :(
A pausa, forçada, começou  quando numa bela manhã, ao levantar-me, fiquei subitamente "petrificado" com dores nas costas/zona lombar. Daquelas que surgem do nada e que levam tempo a passar...
Agora, devagarinho, vou retomando as pedaladas e saboreando cada km.
As pernas acusam a falta de treino, mas nada que seja impeditivo de me deslocar de bicla no meu dia-a-dia. Afinal de contas, a vida não é (ou não devia ser!) uma corrida.



Mesmo devagarinho, de Campolide a Algés, levei cerca de 35 min para regressar a casa depois do trabalho. 35 minutos de puro prazer! Enquanto isso, o  resto do trânsito estava absolutamente caótico.
Filas intermináveis de carros, muitas buzinadelas e muito stress. Pelo panorama, para fazer o mesmo percurso de carro teria demorado mais de uma hora.
Estou feliz por poder voltar a pedalar :)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Trail-Gator - passaporte para a aventura!


Fazer aqueles trilhos de Monsanto nunca foi tão divertido, apesar do esforço extra que sentia nas pernas. Atrás de mim, o meu filhote ria às gargalhadas e cantava canções de improviso, enquanto eu o rebocava na sua "bike pirata".
Passados poucos km´s, rolávamos já junto ao rio e maravilhavamo-nos com o sol radioso e o cenário dos barcos à vela na foz do Tejo.
 

Este foi o nosso primeiro passeio usando o Trail-Gator, uma solução simples e eficaz para aumentar o raio de acção das nossas aventuras . Com esta engenhoca, posso rebocar o Gui quando ele está cansado e rapidamente voltar a desatrelar a bicicleta dele, para que possa voltar a pedalar sozinho.


Ainda sobre o trail-gator, resta dizer que instalar o gingarelho foi um bocado mais trabalhoso que o previsto, porque o sistema não é compatível com travões de cantilever. O fabricante diz que se pode instalar um kit de adaptação mas o desenho da peça não me convenceu e foi mais eficaz trocar por uns simples "v-brakes". Mas após as necessárias adaptações e montados os encaixes nas duas bicicletas, utilizar este acessório está a revelar-se simples e prático.


No final do passeio, quando disse ao Gui que fizémos 7km, ele disse logo que da próxima temos que ir ainda mais longe. "Podem ser 20, papá? e 30km, vamos até aonde?"... Isto promete! :)

domingo, 16 de março de 2014

Phoenix

Há algum tempo atrás, um vizinho ofereceu-me uma bicicleta que estava parada há anos numa arrecadação. O estado dela era desolador... :(


Rapidamente, dei-lhe uma limpeza, uma afinação rápida, e estrada com ela!
Passados alguns km´s, a velhinha Cresta, queixava-se do eixo pedaleiro e da roda traseira.

Estava na altura de uma revisão profunda. Era um desafio novo. Uma oportunidade para sujar as mãos, aprender um pouco mais de mecânica e divertir-me! Querendo fazer as coisas bem, foi também preciso treinar um pouco a paciência e contrariar a impulsividade que me sugeria atalhos contrários ao espírito mais cuidadoso que quis colocar nesta recuperação.

Desmontei cuidadosamente todas as peças e analisei-as até perceber exactamente o papel de cada uma. Algumas precisaram de ser subsituidas, outras apenas limpas. E depois deste trabalho demorado, foi muito graficante ver uma bicicleta até à pouco tempo abandonada, voltar a ganhar cor e vida!

E aqui está ela:





Neste momento está a rolar "single-speed", aproveitando uma roda que um amigo me deu. Nos próximos tempos irei fazer a manutenção ao cubo traseiro de origem (Sachs Orbit, com 2 mudanças internas) e talvez o volte a montar. Já espreitei para o mecanismo do cubo e é espectacular! Um pouco complexo, como um relógio, mas por isso mesmo, muito interessante... avizinham-se mais horas de diversão ;)

Se tiverem por aí uma bicicleta a precisar de carinho, não se acanhem! A mecânica de bicicletas é uma coisa acessível! O youtube está carregado de vídeos esclarecedores. As ciclo-oficinas também podem dar uma ajuda.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Espírito Randonneur

Hoje foi dia de Brevet! Ou melhor, noite e dia porque o BRM 200 "Midnight Ride" decorreu entre as 0h00 e as 13h30!


Desta vez não pedalei, mas estive lá a ajudar à sua realização.
Quando participei no meu primeiro brevet, em Outubro do ano passado, o Pedro Alves, grande entusiasta e impulsionador desta forma de ciclismo no nosso país, explicou-me que estes eventos só são possíveis se houver voluntários que garantam a sua realização.
Ora, se no passado gostei de participar e se desta vez tinha decidido não pedalar, e já que não tinha nada para fazer entre as 2h58 e as 6h44 de domingo, nada mais natural do que ser voluntário e ajudar a garantir o posto de controlo na "Fonte do Patalim" (algures entre Montemor e Évora).

Mesmo não tendo pedalado, e apesar do frio garanto-vos que tive vontade, mais uma vez pude sentir o ambiente único destes eventos. Ao contrário de outros eventos de ciclismo, nos BRM´s predomina um ambiente descontraído onde não há lugar a picardias ou despiques. O objectivo não é fazer uma corrida mas desfrutar e completar o longo trajecto. Os randonneurs têm que ser autónomos e não podem receber ajuda de ninguém, excepto de outros randonneurs, e por isso o espírito de inter-ajuda está sempre presente!

Entre os randonneurs também não há lugar a atitudes discriminatórias em função do equipamento utilizado, o que infelizmente nem sempre acontece noutros ambientes. Aqui, apenas é necessário cumprir os requisitos relacionados com segurança, nomeadamente luzes e colete reflector. De resto, encontramos bicicletas para todos os gostos e carteiras, desde a ultra-pró máquina de titânio às velhinhas btt´s em aço, com mais de 20 anos de uso!

Por esse ambiente único e pelas caracteristicas dos próprios trajectos e aquilo que eles exigem física e psicologicamente, os brevets randonneur moudiaux são eventos sem paralelo!
Um grande abraço a todos os que neles participam e um especial reconhecimento ao Pedro Alves pelo seu empenho na sua promoção e pela sua simpatia!

Claro que depois de hoje, o "bichinho" voltou a morder e fui rever com atenção o calendário de 2014 a pensar no meu próximo BRM...


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Qualidade do ar e biclas

Gosto quando começo o dia a pedalar e sinto o ar frio e limpo a inundar-me os pulmões!


Mas infelizmente, nem sempre é assim.

A qualidade do ar de Lisboa  é má e até já me cruzei com um ciclista que usava uma máscara de protecção contra o fumo. Foi uma imagem um pouco assustadora. Gosto de encarar a bicicleta como algo natural, simples e confortável, por isso não me convenceu essa "solução"... Em alternativa, tenho-me limitado a alguns treinos de apneia, quando me cruzo com veículos mais poluentes.

Entretanto, encontrei este artigo, cuja leitura me tranquilizou. Nele são referidos estudos onde sobressai o balanço positivo em termos de benefícios para a saúde, por usar a bicicleta, mesmo em meio urbano. No artigo é também explicada a razão de estarmos menos expostos à poluição atmosférica nos dias mais frios e nos períodos da manhã e da tarde. Sugiro a sua leitura a quem se interesse pelo assunto.

E se optarmos por usar a bicicleta estamos a contribuir para um ar mais limpo. Para todos! Mais uma razão para os automobilistas agradecerem a quem circula de bicicleta na estrada... ;)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pedalar à chuva é fixe!

"Deve ser complicado andar de bicicleta com chuva, não?" - Ultimamente tenho ouvido muito esta pergunta.
Sinceramente, complicado é andar (ou melhor, ficar parado!) no trânsito que é ainda mais caótico nos dias de chuva!!!
Hoje à noite, no regresso a casa, abateu-se sobre mim uma chuvada valente... e adorei!
Usando o equipamento adequado (um casaco impermeável, luvas, protecção de calças e sapatos) não há problema nenhum! É uma sensação espectacular pedalar com chuva, sobretudo à noite após um dia de trabalho. Sério! Experimentem!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ciclistas são como os cavalos! :)

Caros automobilistas,
Tenham maneiras. Agradeço que na estrada me tratem como um cavalo!


 É só abrandar, ter cuidado e dar espaço.
Obrigado :)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mais uma Sexta de Bicicleta

Foi mais uma "sexta de bicicleta". Mas esta não foi igual às outras.
Depois de uma monumental "granizada", Lisboa ficou coberta de branco.
Um espectáculo bonito e desafiante para quem optou por rolar naquele tapete de gelo.
E pelas marcas, não fui o único.



O trajecto até estava a correr bem... Pouco chovia, o cenário era lindo e o gelo propiciava uns deslizes engraçados. A coisa mudou de figura quando pela frente me deparei com isto:


Voltar para trás era uma opção difícil naquele ponto do trajecto, vai daí resolvi tentar a travessia...
A meio do "lago" deparo-me com uma barreira de gelo!! A roda da frente ia abrindo caminho como se fosse um barco quebra gelo. Espectáculo, pensava eu! Mas a velocidade, que já era naturalmente lenta, foi reduzindo e quando completava as pedaladas os pés começavam a ficar submersos.
Subitamente, sinto um obstáculo e não consegui evitar uma paragem completa da bicla, que me obrigou a por o pé no chão. As botas, apesar de impermeáveis, obviamente sucumbiram.
Pelo menos tinha uma muda de meias e calças na mochila e a possibilidade de secar as botas quando chegasse ao trabalho. Se tivesse com outra bike teria continuado, mas estando a usar a eléctrica achei melhor inverter a marcha.
A solução foi passar a bike para o lado da estrada e atravessar junto à berma esquerda da radial de benfica, onde os carros, a conta-gotas iam avançando. E antes de virem os comentários da praxe, de que os ciclistas nunca respeitam as regras de trânsito e que as biclas não podem circular naquela via, reparem que era uma situação de absoluta excepção. O trânsito estava quase cortado e não houve nunca uma situação de perigo nesta opção.


Ultrapassado o lago, pude retomar as pedaladas. Apesar de levar um pé encharcado aproveitei para curtir mais uns deslizes no gelo. :) Mas com cautela que aquilo é traiçoeiro.

  

Portanto, a bicla está aprovada como veículo ideal, mesmo em dias de tempestade. Ah... mas da próxima levo um par de sapatos extra na bagagem ;)
Ao longo do dia, ainda usei a bicicleta para outras deslocações. Chuva com fartura, mas como ouvi dizer: "não há mau tempo, apenas mau equipamento".

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Primeiras pedaladas do Gui no BTT

O rapaz estreou-se no btt no passado domingo. Com 4 anos e já se vê a atracção pela lama... Promissor... :)


domingo, 5 de janeiro de 2014

Mudou o código da estrada. Falta mudar os comportamentos!




O novo código da estrada, em vigor desde 1 Janeiro, trouxe mudanças importantes, das quais destaco a obrigatoriedade dos carros (ou outros veículos) deixarem uma margem de pelo menos 1,5m durante as ultrapassagens às bicicletas.

Trata-se de um importante avanço legislativo mas agora importa sobretudo mudar os comportamentos.

Para isso, e na ausência de campanhas de prevenção rodoviárias, cada ciclista, através de uma acção directa junto dos automobilistas que conhece, pode ter um papel de grande eficácia na sua consciencialização.

Não espero milagres junto dos condutores onde impera a falta de civismo, mas há também muitos outros (espero que a maioria) que conduzem de forma perigosa por pura falta de informação.

Isolados no interior dos seus automóveis, muitos condutores não se apercebem dos riscos inerentes às razias e não compreendem que é mais seguro para o ciclista ocupar um lugar central na via do que circular encostado à berma.

Ninguém melhor do que um utilizador de bicicleta, que sente na pele estas questões, para explicar com eficácia, sobretudo a quem lhe é próximo, estes detalhes que fazem toda a diferença.

Mais difícil, mas também possível, é conseguir explicar a um condutor parado num semáforo que "lá atrás, não devia ter passado tão perto...". Nem sempre consigo a calma necessária para os resultados dessas conversas serem os desejados, mas já houve casos em que fui bem sucedido...

Para saberem mais sobre as alterações ao código da estrada, podem consultar este artigo da MUB.
 
Partilho também este cartaz feito pela DECO e adaptado/corrigido (a azul) pelo Gonçalo Pais:





quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O copo meio cheio


O commuting de hoje foi diferente do habitual. Em vez de pedalar de Algés até Campolide, tive como destino Sacavém, onde passei o dia em formação.
O trajecto, mais longo que o habitual, deu-me oportunidade para experimentar a nova ciclovia que liga Santa Apolónia ao Parque das Nações.
Podia então fazer uma posta crítica, apontando os vários erros desta infraestrutura, mas depois de  percorrer a "ciclovia" entre Belém e o Cais do Sodré, que em vários troços é uma autêntica aberração, a coisa nem pareceu assim tão má.
As falhas estão lá, mas hoje pouco me importaram! Preferi ver o copo meio cheio. Não foi difícil, porque é simplesmente delicioso começar o dia rolando na minha fixed gear tendo o Tejo como cenário e ouvindo o crepitar das folhas caídas debaixo das rodas. Quando as pernas pediam descanso, a batavus impunha o seu ritmo... e assim rolei, rolei e rolei durante 23km tendo o frio e o nevoeiro por companhia. No final do dia, mais 23km! Desta vez o vento estava do contra, mas eu estava em modo "copo meio cheio", e quando assim acontece tudo é mais simples!
Venham mais dias assim! :)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

As minhas biclas

"Mas afinal quantas bicicletas tens?"
Esta é uma pergunta que alguns amigos me fazem repetidamente, num misto de espanto e de gozo, de cada vez que me vêm rolar numa bicla diferente.
Nunca sei ao certo quantas são, e mais do que os números cada uma delas tem uma história e uma razão para ter sido escolhida. Resolvi então fazer uma apresentação de cada uma delas. 
Comecemos. Por ordem cronológica de aquisição:

1 - Scott Peak - comprada em 1997



É  a bicicleta que tenho há mais tempo. Com ela descobri o BTT juntamente com alguns amigos, sobretudo em passeios domingueiros na Serra de Sintra. Já rolou em muitos outros trilhos do país, e levou-me numa viagem a solo pela Costa Vicentina. Já esteve equipada com uma suspensão mas por avaria desta, que coincidiu com o inicio de um período de utilização urbana, voltou a vestir a forqueta de origem. Entretanto reformou-se desse serviço utilitário, com a aquisição de outra bicla, e depois de lhe calçar uns pneus adequados, voltou à sua função original de btt. Sim, faço btt com uma rígida sem suspensão, mas o quadro é em aço cromoly e uso pneus largos com pouca pressão. Sweet ;) Os muitos km´s percorridos com esta bicicleta fizeram-me ganhar por ela um certo valor afectivo. Há uma história entre nós. É também por isso que tenho tanto gozo em rolar com ela. É uma bicla com alma!! Não a trocava por outra btt -ultima-versão-xpto-racing-high-tech-ultra-modernaça. Manias...

2 - Masil Altec2, de 2001


Andava então entusiasmado com as imagens do Tour de France e do Giro de Itália. Nunca tinha pegado numa estradeira mas estava decidido em experimentar a roda fina. A escolha recaiu sobre uma Masil, construída à minha medida e com direito a selecção detalhada dos componentes e pintura. Sendo na altura fã da equipa Recer-Boavista, optei por uma pintura tipo réplica, mas sem os logos roxos e dissonantes da "Recer". É engraçado olhar para os meus critérios desse tempo. Hoje a escolha seria bem diferente... Iria preferir uma bicicleta menos racing, no comportamento e na estética... Mas esta Masil foi escolhida e desejada assim: por um jovem fã, cheio de vontade de rolar no asfalto, imaginando-se numa etapa da volta. :)  E foi assim que a usei muitas vezes. Desfrutando da sua velocidade e reacções rápidas, embalado também pela minha imaginação. O quadro é em alumínio, a forqueta em carbono e a transmissão está entregue a um grupo Campagnollo Mirage / Veloce e calça uns anorécticos pneus 700x20c. Entretanto troquei-lhe o avanço de origem (longo) por outro curto e com maior elevação para conseguir uma posição um pouco mais descontraída e usa-la em passeios de maior distância. Uma bicicleta construída sob as nossas especificações e que nos acompanhou em tantos anos e km´s também se torna especial. Por isso, tal como a Scott, esta também é para ficar!

3 - B´Twin Riverside 3 (2010)


Antes da compra desta Riverside rolava na cidade com a scott peak (ver acima). A btt até cumpria bem o seu serviço mas vários componentes já pediam reforma e tinha saudades de a usar nos trilhos. Por isso, já andava de olho numa máquina que fosse mais adequada às minhas deslocações diárias. Quando a decathlon colocou este modelo em saldo (-50%) para lançar a "nova coleção" que a vinha substituir, a decisão foi fácil... Uma bicicleta roda 700, quadro com geometria muito confortável e capaz de levar muita carga, para-lamas sks, dínamo no cubo, porta-cargas... Tudo o que precisava para devolver a Scott Peak à função original e ter uma verdadeira utilitária.
E para que serve esta bicicleta? Bom... para tudo!! É uma excelente bicicleta utilitária, para as deslocações diárias, para ir às compras, para dar um passeio domingueiro ou para ir fazer uma viagem em autonomia por estrada e alguns trilhos, com muita tralha atrás. Uma bicicleta de trekking é assim um misto entre uma de estrada e uma btt. Alia o melhor de dois mundos.
É pesadona mas capaz de superar qualquer subida graças à boa amplitude da transmissão. Depois de embalada é uma delicia senti-la a galgar km´s. O peso, as rodas grandes e a longa distância entre eixos conferem-lhe também uma estabilidade impressionante. Grandes acelerações não fazem o seu estilo, mas se a intenção for rolar descontraidamente, o prazer é garantido!



4 - Giant Terrago - modelo de 1993 (comprada em 2011)

Esta veio parar cá a casa por mero acaso. Ou melhor, por sorte. Muita sorte! É uma btt old-school. Do meu tempo, portanto. :) As tubagens elegantes são em aço cromoly, como eu gosto, e à minha medida, o que também não é comum! Está equipada com um jurássico grupo shimano Hexage-LX e todos os componentes estão em perfeito estado de funcionamento, apenas o quadro apresenta algumas esfoladelas na pintura. Por outras palavras, tem patine. :).
Tudo isto por um preço irrisório de 50€. Ainda vendi os pneus estradistas que trazia montados por isso a aquisição desta fantástica bicicleta ficou-se pelos 30€! Ah, e muito importante, apesar do preço, não era uma bicicleta roubada! Eu conhecia o antigo dono! Jamais compraria uma bicicleta se suspeitasse que tivesse sido roubada...
Está estacionada em casa de familiares, em Alenquer, onde por vezes vou passar os fins-de-semana. Tenho-a usado por isso para fazer btt em passeios domingueiros naquela região.
O feeling de condução que o quadro propicia é extremamente agradável. A bicicleta é muito confortável e tem um comportamento muito "calmo". Nunca pesei esta bicicleta mas é claramente muito mais leve que a scott peak, que pesa 13,3kg. Do seu comportamento apenas sobressai mais negativamente a falta de potencia dos travões em cantilever. Mas é uma questão de habituação. Afinal de contas, é uma clássica! ;)

5 - Batavus - montada em 2013



Esta é uma bicicleta completamente diferente de todas as outras que tenho!
Foi montada na Rcicla a partir de um quadro Batavus NOS ("new old stock"). O quadro, para além de muito bonito é em aço reynolds 531 e é muito leve! A bicicleta pesa apenas 9,3kg o que é um valor excelente considerando também que muitos dos seus componentes não são propriamente "pesos pluma". É um quadro de uma estradeira e talvez um dia eu lhe dê essa roupagem, mas por enquanto é uma bicicleta de carreto preso (fixed gear). Basicamente, uma fixed gear é uma bicicleta sem o mecanismo de "roda livre". Ou seja, o carreto está preso à roda obrigando os pedais a rodarem sempre que a roda está em movimento. A condução desta bicicleta é assim radicalmente diferente!! É uma bicicleta exigente mas simultâneamente muito fixe de conduzir. Parece ter vontade própria e é necessária alguma habituação para controlarmos os seus impetos, sobretudo para a dominar nas descidas... Nas fixed gears a ligação homem-máquina é total. O pedalar constante torna-se inebriante e viciante. Conduzimos com os sentidos ao rubro. Em torno das fixed gear existe uma sub-cultura própria e há quem use exclusivamente este tipo de bicicletas. Não é o meu caso. Gosto muito desta bicicleta pelas sensações que transmite na sua condução e pela sua estética espartana e mecânica simples e eficaz. Porém, não é uma bicicleta que goste de usar todos os dias... Uso-a para transporte ou lazer mas tenho que estar "para aí virado". Ou seja, o meu estado de espirito tem que estar em sintonia como o "feitio" muito particular desta bicicleta. Quando isso acontece, rolar nela é simplesmente brutal!!! Mas se quiser um passeio mais relaxado, esta batavus simplesmente não serve...


6 - Cresta (?)


Esta bicicleta foi-me oferecida por um vizinho que a tinha na sua arrecadação parada há anos... :)
Está comigo desde 2013 mas não sei a idade dela. Presumo que a sua origem se situe algures entre o final da década de 70 e princípios de 80...  Não tem marca gravada no quadro, mas fiz umas pesquisas na net e conclui tratar-se de uma "Cresta", uma marca Suíça.
Depois de a acolher cá em casa, dei-lhe alguns mimos para a colocar de volta à estrada. Dei umas voltinhas com ela e gostei do conforto proporcionado pelo aço e pela geometria relaxada do quadro e forqueta. Passou o verão emprestada a amigos e depois foi desmontada para uma revisão mecânica mais profunda. Tem-me dado imenso gozo essas incursões na mecânica. Qualquer dia coloco mais informações sobre as modificações que estou a fazer nesta bicla... Para já existe apenas um monte de peças espalhadas... :)


7 - Quipplan Q10 City (2013)
 

A Quipplan é o meu principal meio de transporte. É uma bicicleta dobrável com assistência eléctrica. É extremamente ágil, prática e surpreendentemente estável. Com ela, as minhas deslocações de bicicleta aumentaram exponencialmente, ficando assim a mota relegada para 2º plano (o carro já há muito que passou para 3º plano...).
Para conhecerem melhor esta maravilhosa máquina podem ver este post aqui do blog.


E pronto, está apresentada a frota. :) Parece que são 7 bicicletas. São demasiadas? Bom, a verdade é que dou uso a elas todas!!! E por vezes ainda "roubo" a bicicleta da minha companheira, uma Electra Townie, para uns passeios relaxados à beira rio. Porquê? Porque a townie tem uma geometria muito particular que convida a deslizar com ela tranquilamente e a viver a vida mais devagar... Por isso, posso num dia usa-la para ir para o trabalho e no dia seguinte optar pelo extremo oposto - a batavus.

Numa perspectiva meramente racional, para além do número de km´s percorridos justificar por si a existência de todas elas, o facto de serem veículos com pouca (nalguns casos nenhuma) desvalorização e sem outras despesas associadas, como no caso de um carro, torna tudo mais compreensivel.
Mas na verdade, apesar deste número elevado de bicicletas ser facilmente justificado, a melhor razão para as ter é sobretudo pelas sensações que elas propiciam: Diferentes mas todas elas maravilhosas! :)







domingo, 17 de novembro de 2013

As estradas também podiam ser assim!

Fechadas nos seus automóveis, as pessoas tendem a alterar o seu comportamento, tornando-se mais agressivas e mais egoístas. Mas não tem que ser assim! Apesar do stress induzido pelo trânsito, podemos fazer prevalecer a nossa humanidade. Este filme é disso um bom exemplo. São gestos simples, bonitos mas infelizmente tão raros. Para ver, e meditar:


sábado, 16 de novembro de 2013

Uma grande aventura!

O melhor passeio do mundo não é necessariamente aquele que nos leva aos locais mais remotos, aos trilhos mais alucinantes ou até à paisagem mais arrebatadora. Pode até nem ser preciso pedalar dias a fio, nem fazer muitos km´s. Com a companhia certa, um pequeno passeio pode tornar-se numa grande e inesquecível aventura! Hoje foi assim! :)



O pequeno ciclista é o Guilherme, o meu filhote, que tem agora 4 anos e meio. Ele é que insistiu para eu levar também a minha bicicleta. "Assim é mais giro papá!". E tinha razão! Foi delicioso! :)